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Campo Grande, Segunda-feira, 05 de Dezembro de 2016

28/12/2013 09:22

Mandantes da execução de delegado seguem impunes seis meses depois

Graziela Rezende
Mandantes da execução de delegado seguem impunes seis meses depois

Possível vítima de suas investigações e denúncias, o advogado e delegado aposentado Paulo Magalhães de Araújo, 57 anos, foi executado no dia 25 de junho deste ano, em Campo Grande. O crime causou revolta de familiares, amigos e alunos da vítima, que ainda exercia a função de professor universitário. Seis meses após o fato, dois culpados foram denunciados. No entanto, os “mandantes” continuam impunes.

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"Esta foi e é uma investigação complexa. O crime ocorreu praticamente no centro de Campo Grande, na porta de uma escola e que teve como vítima um professor, ex-delegado, advogado e pai de família, por isso tamanha repercussão social. Para nós, no entanto, a investigação de um homicídio é sempre a mesma, envolvendo certo risco", afirma o delegado Alberto Vieira Rossi, um dos responsáveis pela investigação.

Dias antes, Magalhães estava envolvido nas manifestações populares ocorridas na Capital, para pedir a aprovação da PEC 37, que limitaria o poder de investigação do Ministério Público. A vítima ainda finalizava a divulgação do seu livro “Conspiração Federal”, inclusive com a disponibilização gratuita pela internet. Ele, porém, logo depois recebeu a notícia de proibição dos downloads pela 15ª Vara Cível.

Assassinato chocou os moradores de Campo Grande pela ousadia dos bandidos (Foto: Marcos Ermínio/Arquivo)Assassinato chocou os moradores de Campo Grande pela ousadia dos bandidos (Foto: Marcos Ermínio/Arquivo)

O teor de todas as denúncias jamais foi divulgado. Sabe-se somente que ele expõe irregularidades na Penitenciária Federal de Campo Grande, citando a instalação de câmeras clandestinas e o comportamento de agentes diante o fato. Por todo esse trabalho, considerado “perigoso” por muitos, Magalhães confessou, pouco antes da sua morte, que respondia a 21 ações criminais e oito cíveis por calúnia e difamação.

Em pouco tempo de investigação policial, houve a suspeita de que este crime pode ter envolvimento com outros ocorridos na cidade, como por exemplo, o assassinato do policial aposentado e ex-dono do jornal eletrônico UH News, Eduardo Carvalho, 51 anos, em 21 de novembro do ano passado. Ambos foram mortos de maneira semelhante, próximo de casa e por pistoleiros em uma motocicleta.

Inquérito - A elucidação do caso ainda envolve policiais da DEH (Delegacia Especializada em Repressão a Homicídios), 1ª Delegacia de Polícia e o Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Bancos, Assaltos e Sequestros). Após diligências e ligações anônimas que apontavam os executores, foram presos o guarda municipal José Moreira Freires, 40 anos, o Zezinho, e o segurança Antônio Benitez Cristaldo, 37.

A dupla ainda contou com a ajuda de um terceiro elemento, identificado como Rafael Leonardo dos Santos, 29 anos. Este último foi morto e teve parte do corpo dilacerado, sendo que José e Antônio teriam o matado para não serem denunciados à Polícia. Além deles, policiais e até pessoas com envolvimento no jogo do bicho foram investigados. Esta, inclusive, é uma das vertentes policiais para chegar aos “mandantes” do crime.

No dia 21 de novembro, na 1ª audiência, 20 das 52 testemunhas convocadas foram ouvidas. Mais outras duas ocorreram e o caso agora conta com o apoio do Gaeco (Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado). O reforço é por conta da suspeita de mais quatro pessoas envolvidas no homicídio e a suposta ligação com o crime organizado ou o jogo do bicho.

À queima roupa – No dia do crime, por volta das 17h40, Paulo aguardava na fila para buscar a filha na escola, a duas quadras da sua casa, na rua Alagoas, bairro Jardim dos Estados. Chovia e ele estava dentro do seu carro, quando o bandido chegou a porta e atirou ao menos seis vezes.

As balas quebraram o vidro do jipe do delegado e acertaram o tórax e a cabeça de Paulo Magalhães. Uma das balas entrou pelo pescoço e saiu pelo crânio, matando a vitima instantaneamente.




E AI "justiça sul matogrosssence vai continuar assim so corrupção"??? e a moral??? nao serve mais para nada??? vcs sabem quem ; SAO dai??? nao tem homen no judiciario sul matogrocensse??? Q VERGONHA PARA NOS!!! ISSO E MUITO TRISTE....
 
jose calazans em 01/02/2014 22:41:55
Queremos solução desse caso!!!! Cade o governador pra exigir da polícia civil uma resposta??!!
 
Pedro Alvarenga em 22/01/2014 13:41:00
acho que antes de jugar deveria ter certeza de quem são os altores e mandantes jugar todos podem provar este sim é o difícil,acho que todos vocês que dizem em curtas palavras que tem que por em pau de arara ou ate mesmo apertar a garganta ou que jamais defenderia pessoas assim pense bem se não é mais um inocente sendo jugado por algo que não cometeu o Brasil infelizmente tem muito inocente sendo preso por crimes que não cometerão agora se vocês acham que pode jugar antes de ter certeza fica a vontade pois o Brasil é assim mesmo todos podem botar o dedo na cara do outro sem ter provas,
 
edgar cassol em 11/01/2014 09:27:55
O comentário do senhor Valdemir Ribeiro Albuquerque, extremamente calunioso, tem finalidade vingativa, como procedeu por diversas outras vezes. Sua demissão do serviço público, pelo Ministro da Justiça, e as ações penais a que responde decorrem de iniciativa deste magistrado, como corregedor do presídio federal de Campo Grande/MS. Esta manifestação é feita em respeito aos nobres leitores, e não como explicação ao ofensor”.
Saudações.
Juiz Federal Odilon de Oliveira
 
Juiz Federal Odilon de Oliveira em 03/01/2014 09:44:19
Valdemir Ribeiro, poderia falar quais foram os resultados dessas denúncias? Se tinham ou têm cabimento(verdadeiras), devem ter dado algum resultado.
 
Paulo Fernando de Souza em 31/12/2013 17:13:36
A Justiça é conivente com o que lhe for conveniente! Tem muito peixe grande por trás disso. O pior bandido é aquele que tem o poder da Lei em suas mãos. Revoltante e nojento!
 
Junior Pantalena em 28/12/2013 17:47:38
O advogado de defesa dos executores, Renê Siufi, sabe com toda certeza, quem mandou matar.
Tá mais claro que a luz do sol, que este advogado foi contratado pelo(s) mandante(s).
Só não vê quem não quer.
Eu teria vergonha de exercer uma profissão para proteger assassinos da pior qualidade.
São os dejetos da humanidade!
 
Elviria dos Santos Almeida em 28/12/2013 14:44:41
Todo mundo que esses bicheiros mandam e desmandam na cidade e no estado, é só colocar esses pistoleiros no pau de arara que eles falam.
 
Charles Luciano em 28/12/2013 14:39:14
E VAI CONTINUAR COMO EM OUTROS CASOS COMO CASO MOTEL, VEREADOR DE ALCINOPOLIS ESTE É SÓ MAIS UM QUE VAI FICAR ASSIM OS GRANDES PODEROSOS DO ESTADO FICAM IMPUNES
 
claudinei braz de lima em 28/12/2013 12:40:43
GRANDE PARTE DA POPULAÇAO SABE Q ESTA FALTANDO CORAGEN DE ALGUEM PARA PRENDER OS MANDANTES... E AI COMO FICA NOSSA JUSTIÇA??? E SO APERTAR A GARGANTA DESSES MATADORES Q ELES FALAM QUEM E OU QUEM SAO...
 
JOSE CALAZANS ECHEVERRIA em 28/12/2013 10:45:30
Se a familia nao for a Brasilia ou bater na porta do MPF esse caso nunca sera resolvido.
Visto que ha muita gente importante do cenario estadual envolvido.
 
Carlos Vieira Coelho em 28/12/2013 10:33:25
Continuam impunes! Da mesma forma que os policiais que assassinaram o tenente da PM em Cassilandia-MS, ha dois anos tambem estao. Nada aconteceu, e ainda estao usando farda para protegerem a sociedade. Nos que pecisamos ser protegidos deste tipo de pessoa. Acorda Brasil!
 
Bruna Eufrasio em 28/12/2013 10:08:45
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