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Campo Grande, Domingo, 04 de Dezembro de 2016

01/12/2011 15:59

Excesso de velocidade gera 70 mil multas no ano em Campo Grande

Fabiano Arruda

São cerca de 7 mil por mês e 233 notificações por dia causadas pelo calcanhar de Aquiles do trânsito

Para frear excessos, trânsito campo-grandense conta com 57 equipamentos de monitoramento e fiscalização de velocidade. (Foto: Simão Nogueira)Para frear excessos, trânsito campo-grandense conta com 57 equipamentos de monitoramento e fiscalização de velocidade. (Foto: Simão Nogueira)

Num universo em que a falha humana corresponde a mais de 90% dos acidentes de trânsito em Campo Grande, segundo informações da Ciptran (Companhia Independente de Policiamento de Trânsito), pelo menos 40% deste número está atrelado à velocidade.

Considerada o calcanhar de Aquiles das colisões, ela foi responsável por 70 mil multas na Capital, conforme estatística da Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito), entre janeiro e 18 de outubro deste ano. O número representa média de 7 mil notificações por mês e 233 por dia.

Para tentar frear o mal, a engenharia de trânsito campo-grandense conta com 57 equipamentos de monitoramento e fiscalização de velocidade entre radares e lombadas.

Na opinião do capitão da Ciptran, Geter Ostemberg, chefe do centro de operações do órgão, o desrespeito aos limites de velocidade representa um grande problema. Isto porque motoristas trafegam em velocidade acima da permitida em diversas vias, além de desconhecerem tais limites.

O Código de Trânsito Brasileiro divide as vias em trânsito rápido, arterial, coletora e local (veja abaixo definições e exemplos). Segundo Geter, a maioria dos motoristas não sabe diferenciá-las, sobretudo, em casos onde não há sinalização indicativa de velocidade.

Numa conversa com motoristas no cruzamento da avenida Afonso Pena com a Rua 25 de Dezembro, perguntados se conheciam o limite de velocidade da Afonso Pena, que é de 60 km/h, dos cinco entrevistados, dois deram a resposta correta e outros três disseram que o limite era entre 30 e 40 km/h.

Embora apontem números “prudentes” para dirigir na principal avenida da cidade, na prática, poucos motoristas trafegavam na margem permitida nesta manhã.

Conforme o capitão da Ciptran, a velocidade é “hábito e vício” dos condutores e seguir os limites pode representar inúmeras vantagens.

“Até com a onda verde alguns motoristas aproveitam para acelerar. Dirigir na velocidade adequada preserva a vida do condutor e dos outros. Além disso, a obediência à lei pode proporcionar que o motorista ganhe tempo para evitar um acidente ou, no máximo, no caso da colisão, que o impacto seja menor”, explica.

Ele também acredita que, em curto prazo, a única saída de combate à velocidade está na fiscalização efetiva e punição por meio de multas. “Mas isto não vai resolver o problema. É preciso apostar em campanhas educativas, em médio prazo, e, em longo prazo, investir em campanhas nas escolas para preparar futuros pedestres e motoristas”, comenta.

Capitão da Ciptran explica importância da obediência aos limites de velocidade. (Foto: Simão Nogueira)Capitão da Ciptran explica importância da obediência aos limites de velocidade. (Foto: Simão Nogueira)

Ostemberg também ressalta a implementação de radares na Capital, instalados em cada local após pesquisas e estatísticas. E explica que o único instrumento de detecção de excesso de velocidade são os equipamentos eletrônicos.

“O policial não tem como comprovar, a olho nu, que o motorista está em alta velocidade, embora tenha esta certeza, a não ser que o excesso de velocidade esteja atrelado a outras infrações como manobras por exemplo”, relata.

Trafegar em velocidade muito baixa também configura infração. O motorista não pode estar 50% abaixo do indicado. No entanto, segundo o capitão da Ciptran, este tipo de erro não é comum nas vias de Campo Grande. “A única recomendação que damos é que os motoristas que conduzem em velocidade baixa fiquem na faixa direita”, pontua.

Definição das vias e exemplos, segundo a lei complementar número 76/2005 (Vias de Circulação Hierarquizadas):

Vias como trânsito (80 km/h): Caracterizada por acessos especiais com trânsito livre e sem travessia de pedestres.

Exemplos: Avenidas Gury Marques, Ministro João Arinos, Consul Assaf Trad, Anel Rodoviário.

Arterial (60 km/h): Geralmente controlada por semáforos e que distribuem o trânsito para outras vias.

Exemplos: Avenidas Calógeras, Afonso Pena, Guaicurus, Eduardo Elias Zahran, Mato Grosso e Ricardo Brandão.

Coletora (40 km/h): Tem necessidade de entrar ou sair das vias de trânsito rápido ou arteriais.

Exemplos: Avenidas Ernesto Geisel, Coronel Antonino, Júlio de Castilho, Noroeste e Duque de Caxias.

Local (30 km/h): Destinada apenas ao acesso local ou a áreas restritas, que concentram grande fluxo de pedestres.

Exemplos: Rua Rio Grande do Sul, entre Barão do Rio Branco e Afonso Pena, saídas de escolas e condomínios.

Algumas vias recebem diferentes tipos de definição e limite de velocidade conforme a característica do trecho.




Olha só! concordo e sempre concordei na punição direta ao bolso do infrator, mas pude observar que estão brincando com a inteligência dos cidadãos campograndenses ao colocar em um só local, radar e fotosessor, derrepente, em baixo do semáforo o sinal amarela, lógico que não dá para parar e se fizer isto será fotografado e se acelerar, será pego pelo radar, PALHAÇADA, isto é industria e está errado
 
Rozivaldo Gomes em 02/12/2011 12:01:30
Qual a velocidade para transitar na Rua Ricardo Franco, na Vila Sobrinho? 80 ou 100 Km/h? Se alguém transitar a 30 por hora (como indica algumas placas), corre o risco de ser abalrroado ou 'atropelado'... Que fazer?
 
Antonio Baldo em 02/12/2011 10:33:32
Por favor, Campo Grande News, faça uma reportagem falando para onde vai todo esse dinheiro... Pois muitas ruas não tem sinalização... Acho que estas estrelas pintadas no asfalto é quem devem estar engolindo todo esse montante de dinheiro arrecadado com as multas...
 
Wellington Sampaio em 01/12/2011 11:54:25
Pior que desrespeito a velocidade é o habito de furar sinal. Especialmente de dia causa acidentes na certa, muitas vezes graves. E para este tipo de infração falta fiscalização (olho vivo).
Outro problema: se o CBT destaca para vias principais velocidade de 60 km/h, como que todas estes radares tiveram a velocidade mudado para 50 km/h?
Os radares (escondidos) deveriam pegar na velocidade legal.
 
Marcos da Silva em 01/12/2011 10:28:43
concordo plenamente com a fiscalização. mas tem que ser um pouco mais justa. vamos sinalizar melhor..
 
divino em 01/12/2011 10:10:47
acho que os radares teriam que multar tambem quem trafega a baixo da velocidade permitida, se a lombada eletronica é para se passar a 30km/h tem que multar quem passar a menos de 15km/h pois como disse na reportagem estao na lei esses parametros, tem muita gente que na lombada de 30km/h ou 50km/h passa a 10,12km/h, chegando quase a parar o carro.
 
Mario Jr em 01/12/2011 09:36:12
Se a AV . ERNESTO GEISEL conforme exemplo acima é uma via COLETORA,porque foi mudado de 30 para 50 km/h a velocidade de um RADAR,próximo a um COLÉGIO NO CABREUVA,não há alguma incoerência?Só para reforçar o comentário do EDILSON.
 
Hélio em 01/12/2011 09:27:40
O ERRADO NAO É A MULTA MAIS SIM ,SABEMOS QUE ESSAS MULTA NAO É PRA DIMINUIR OS ACIDENTES DE TRANSITO NAO, MAIS SIM PRA ARRECADAR DINHEIRO PRO ESTADO,TODOS NOS NAO SOMOS LEIGO SABEMOS QUE ESSE DINHEIRO NAO IRA VOLTA PARA UMA CAMPANHA SOCIA EDUCATIVA NEM AQUI NEM NA CHINA,RESUMINDO ELES QUEREM MESMO É TIRAR MAIS DINHEIRO DOS CONTRIBUITES DE IMPOSTO,POIS ISSO CAPITÃO NAO DIZ NÉ..
 
FABIO SANTOS em 01/12/2011 09:23:03
na frente de escola, 30 km por hora...


por mim, teria um radar em cada esquina. Povo daqui não sabe dirigir. Se mexer no bolso, aprende
 
Tiago R. Gavilan em 01/12/2011 07:55:08
Fico aqui "pensando com os meus pensamentos que nada pensam'......
Se o número de multas é tão grande, o que o nobre prefeito está fazendo com o dinheiro. As ruas continuam sem sinalização e vias importantes (como trânsito, arterial e coletora) continuam sem faixas de rolamento. Isso é uma vergonha. São oito anos na prefeitura e até hoje não conseguiu fazer? Mais atenção para nossas avenidas.
 
Juvenal Coelho em 01/12/2011 07:29:34
A atenção das autoridades com o transito mais humano, com menas vidas perdidas em absurdos acidentes é positivo, porem a instituição de multas e faturamento tambem tornou-se um objetivo. Exemplo eu não entendo porque que o limite máximo na avenida Ernesto Geisel proximo escola Riachuelo, sentido centro a velocidade é de 50Km/h e na mesma avenida, na mesma altura sentido bairro á velocidade é 30Km
 
EDILSON PEREIRA DA SILVA em 01/12/2011 06:28:50
Com mais fiscalização haveria muito mais multas! A Ciptran não usa radares móveis e não há qualquer tipo de fiscalização de velocidades nos bairros - é comum motoristas trafegarem a 80 km/m em ruas locais. Por outro lado, não deve haver em toda a cidade uma única placa indicando o limite de velocidade nas ruas e avenidas.
 
Luiz Pereira em 01/12/2011 04:57:16
Por isso que, sou a favor de colocar este tipo de equipamentos em todos os semáfaro, pois somente assim o condutores respeitam os semáfaro e o limite de velocidade.
Em relação aos pedestres: já imaginaram na av. eliaz zaran, a velocidade maxima é 60KM se o pedestre for atravessar na faixa o condutor vai frear e com certeza o veículo de traz vai bater pode ter certeza disso.
 
Felipe Salinas em 01/12/2011 04:20:25
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