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Campo Grande, Sexta-feira, 24 de Março de 2017

28/11/2015 12:37

Afinal, o que se espera da OAB?

Por Paulo Roberto Canhete Diniz (*)

Na última sexta-feira, 20 de novembro, Mansour Karmouche sagrou-se vencedor nas eleições para a presidência da OAB – Seccional de Mato Grosso do Sul. A eleição foi considerada por muitos como sendo um pleito histórico, uma vez que existiam 6 (seis) candidatos na disputa.

É fato que esse número expressivo de candidatos revela que a OAB tem feito o dever de casa no “quesito democracia”. No entanto, de forma ululante, demonstra, também, desunião na classe, o que verdadeiramente não é bom nem para o advogado e menos ainda para a sociedade.

A desunião e a busca por interesses particulares fizeram com que a “Ordem” passasse pela pior crise institucional já vivida em sua história. A OAB, que sempre foi considerada como o “farol da sociedade”, não conseguiu enxergar tantos problemas vivenciados pelos advogados e, principalmente, pela sociedade.

Logo, para que a Ordem volte ao lugar de onde jamais poderia ter saído é preciso que os advogados, independente de quem tenham apoiado nessas eleições, estejam unidos em prol de um único projeto que é o de resgatar a OAB dos velhos tempos, ou seja, uma OAB destemida, aguerrida e sempre pronta para uma boa briga.

Precisamos de uma Ordem que não tenha “rabo preso” com ninguém. Uma OAB que esteja próxima do dia-a-dia dos advogados. Uma OAB que, se preciso for, saia às ruas para protestar contra a corrupção. Uma OAB que se preocupe com os novos advogados, mas que também não se esqueça daqueles que são mais antigos. Uma OAB que tenha um bom diálogo com os poderes constituídos, mas que saiba lutar com unhas e dentes para defender seus interesses.

Uma OAB transparente e que saiba se fazer protagonista em todos os sentidos.

Com efeito, cabe a nós, advogados, participar efetivamente da construção dessa nova “Ordem” e essa participação, diga-se de passagem, não significa apenas pagar a anuidade, mas sim, fiscalizar, sugestionar, criticar, pois uma coisa é certa, e restou uníssona nessa campanha, qual seja, a vontade de mudar e o sentido de que do jeito que está não pode continuar.

Portanto, além de desejar sucesso para os que saíram vencedores e solidarizar com os que perderam, o momento, sem dúvida alguma, é de união dos advogados, a fim de que não sejamos surpreendidos com mais um ciclo de omissão, paralisia e arrefecimento da Instituição. É o que se espera...

(*) Paulo Roberto Canhete Diniz, advogado e sócio do Escritório Mascarenhas Barbosa & Advogados Associados

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