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Cidades

Capitais que elegeram em 1º turno tiveram aumento nos casos da covid

Campo Grande teve aumento na ocupação de leitos de terapia intensiva, o que indica agravo real da doença

Por Guilherme Correia | 30/11/2020 14:23
Mulher levanta bandeira no Centro de Campo Grande (Foto: Henrique Kawaminami/Arquivo)
Mulher levanta bandeira no Centro de Campo Grande (Foto: Henrique Kawaminami/Arquivo)

Cinco das sete das capitais brasileiras que definiram prefeito em primeiro turno nas eleições municipais, incluindo Campo Grande, tiveram aumento na média móvel de novos casos de covid-19, segundo dados do Ministério da Saúde. Comparando a média de 15 de novembro em relação à semana seguinte, a Capital teve aumento de 75% na quantidade de infectados pelo novo coronavírus por dia - uma das maiores variações em todo o País.

Além disso, Campo Grande teve aumento na quantidade de pacientes internados em leitos de terapia intensiva e clínicos, de acordo com dados da plataforma Sivep-Gripe, ligada à pasta federal. Em 8 de novembro eram 445 pessoas em unidades clínicas e 212 em UTIs (Unidade de Terapia Intensiva), números que foram para 631 e 257, respectivamente, em 15 de novembro.

No pós-eleição, em 22 de novembro, houve leve decréscimo de leitos clínicos ocupados - foi para 523, e o patamar de leitos de terapia intensiva se manteve alto - em 253.

Capitais que não tiveram segundo turno - Entre as sete capitais que não levaram a disputa para segundo turno, cinco registraram aumento dos casos de covid-19 nos dias seguintes à definição da nova prefeitura.

Natal (RN) teve o maior crescimento (472%), já que até o dia das eleições eram 18,71 casos por dia e sete dias depois, com reeleição de Álvaro Dias (PSDB), a cidade confirmava 107 infectados diariamente. Seguido dela, Campo Grande teve o segundo maior aumento, indo de 231,71 para 404,43.

Com reeleição de Alexandre Kalil (PSD), Belo Horizonte (MG) teve aumento de 68%, indo de de 150,29 casos para 252,14 nesse período. Assumindo a prefeitura de Palmas (TO) depois da renúncia do então prefeito, Cinthia Ribeiro (PSDB) se reelegeu na cidade que teve aumento de 58% por ter ido de 37,57 para 59,29 confirmações diárias. Por fim, depois da reeleição de Gean Loureiro (DEM), Florianópolis (SC) teve aumento de 20% já que foi de 383,86 para 461,57 infectados.

Salvador (BA) foi a única que elegeu em primeiro turno e que se manteve em "estabilidade" com acréscimo de 14% depois da escolha por Bruno Reis (DEM) que "assumiu legado" do então prefeito ACM Neto (DEM) - a capital baiana foi de 219 casos para 248,71.

Por fim, Curitiba (PR) foi a única que teve redução, de -53%. A capital paranaense, inclusive, teve maior redução nesse índice. Depois da reeleição de Rafael Greca (DEM) para a prefeitura da cidade, a média móvel foi de 134,14 casos diários para 63,71.

No geral - Dez capitais, entre as que foram ou não para segundo turno, tiveram aumento nos casos de covid-19 depois de 15 de novembro. São elas Natal (472%), Recife (108%), Aracaju (97%), Campo Grande (75%), Belo Horizonte (68%), Palmas (58%), Manaus (35%), Maceió (20%), Florianópolis (20%) e João Pessoa (19%).

10 capitais se mantiveram em estabilidade: São Luís (-14%), Salvador (14%), São Paulo (-8%), Boa Vista (-5%), Porto Velho (4%), Goiânia (4%), Rio de Janeiro (4%), Porto Alegre (2%), Brasília (2%), Rio Branco (1%).

Sete capitais brasileiras tiveram redução na média móvel de novos casos da covid-19 depois da eleição do primeiro turno:  Cuiabá (-20%), Vitória (-23%), Belém (-23%), Macapá (-30%), Teresina (-37%), Fortaleza (-38%) e Curitiba (-53%).

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