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Cidades

Mais de 50% dos testes de covid feitos em MS são do tipo menos eficaz

Do total, 53,5% dos exames feitos é do modelo rápido e apenas 46,5% do tipo "ouro", que é o RT-PCR

Por Lucia Morel | 13/07/2020 15:53
Teste rápido, feito com amostra de sangue, é menos eficaz na detecção da covid-19. (Foto: Arquivo)
Teste rápido, feito com amostra de sangue, é menos eficaz na detecção da covid-19. (Foto: Arquivo)

Dos 95.632 testes do tipo RT-PCR para detecção de covid-19 recebidos por Mato Grosso do Sul do governo federal, somente 29.878 foram aplicados até agora, segundo dados a SES (Secretaria de Estado de Saúde). O número corresponde a apenas 31,2%, considerado baixo, se for levado em conta que esse tipo de exame é o mais adequado no diagnóstico da doença.

O outro tipo, o teste rápido, tem menor chance de acerto, além do que, só revela o diagnóstico real caso a pessoa examinada esteja no oitavo dia de contágio. Antes disso,  o teste não mostra se o paciente está ou não infectado com a doença, já que nesse tipo de exame,  é preciso que a pessoa examinada já tenha produzido anticorpos que possam ser detectados.

Pelos dados da SES, foram aplicados, até 12 de julho, 65.682 testes para detecção de covid-19 em Mato Grosso do Sul, sendo 29.878 do tipo ouro, que é o RT-PCR, e 35.175 do tipo rápido, o que corresponde a 53,5% do total realizado.

Assim, 46,5% é o índice de testes moleculares realizados. Nesse exame, é coletado amostra da mucosa nasal ou da garganta para análise e o resultado sai em até 72 horas, mas pode demorar mais dependendo da demanda de testes.

Do modelo de diagnóstico, teste rápido, segundo o Ministério da Saúde, Mato Grosso do Sul recebeu 96.140 kits. Dessa forma, diante do total recebido, já foram 36,5% deles aplicados.

Estadão - De acordo com a reportagem nacional, do jornal O Estado de São Paulo, Mato Grosso do Sul está entre os estados que menos utilizam o exame mais eficiente – RT-PCR (molecular) -, junto com outros 18 Estados.

Segundo o material, só o teste molecular permite identificar os doentes ativos, ajudando assim a diminuir a transmissão.

“Por exames sorológicos, entre eles os testes rápidos, eu não sei se a pessoa está infectada hoje ou se foi na semana passada, no ano passado. Não dá para saber”, explica o imunologista Alessandro Farias, responsável por coordenar a frente de diagnósticos na Força-Tarefa Contra a Covid-19 da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).

O levantamento do Estadão é até o dia 9 de julho e revela que só três Estados têm maior proporção de PCR: Santa Catarina, onde o governo afirma ter realizado 110,2 mil exames moleculares, o que representa 67% do total; Espírito Santo, com 61,4% e Sergipe, com 59,8%.