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Cidades

Operações em presídios miram celulares e comunicação de facções em MS

Ações ocorreram em seis presídios e miram comunicação ilegal; resultados ainda não foram divulgados

Por Ângela Kempfer | 19/03/2026 16:33
Operações em presídios miram celulares e comunicação de facções em MS
Revistas com uso de tecnologia buscaram celulares e materiais proibidos nas unidades (Foto: Divulgação)

Mato Grosso do Sul participou, nesta semana, da 10ª edição da Operação MUTE e também executou, de forma paralela, a Operação Modo Avião, ações voltadas ao sistema prisional e ao combate à comunicação ilegal dentro das unidades. As informações foram divulgadas pela Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública).

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Mato Grosso do Sul participou da 10ª edição da Operação MUTE e da Operação Modo Avião, ações coordenadas pela Secretaria Nacional de Políticas Penais. As operações, realizadas em seis grandes unidades prisionais do estado, contaram com tecnologias avançadas como georradar e equipamentos de revista eletrônica.As ações visam combater comunicações irregulares nos presídios, principalmente através da apreensão de celulares utilizados por detentos para coordenar crimes. O investimento nacional ultrapassa R$ 59 milhões, e as operações integram uma estratégia contínua de reforço da segurança prisional e combate às organizações criminosas.

Segundo a pasta, as operações são coordenadas nacionalmente pela Senappen (Secretaria Nacional de Políticas Penais) e, no Estado, foram conduzidas pela Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário), com atuação da Polícia Penal e da Gisp (Gerência de Inteligência do Sistema Penitenciário).

Conforme a Sejusp, as ações ocorreram em seis das maiores unidades prisionais de Mato Grosso do Sul, com a participação de centenas de policiais penais. Os trabalhos incluíram retirada de internos das celas para revista, contenção e vistorias nos pavilhões, com acompanhamento de representante da Senappen. Os resultados oficiais, no entanto, ainda não foram divulgados e devem ser apresentados posteriormente pelo órgão federal.

De acordo com a secretaria, esta fase teve como diferencial o uso de tecnologias consideradas avançadas, como equipamentos de revista eletrônica, georradar de penetração no solo e conjunto portátil de varredura. Ainda segundo a pasta, esses recursos permitem localizar materiais ilícitos ocultos com maior precisão. O investimento, conforme informado, ultrapassa R$ 59 milhões em nível nacional.

O foco principal das operações, segundo a Sejusp, é interromper comunicações irregulares dentro dos presídios, especialmente por meio da apreensão de celulares que seriam usados por internos para coordenar crimes fora das unidades. Além disso, as ações também visam coibir a entrada e circulação de outros materiais proibidos.

A secretaria afirma que as revistas são realizadas de forma simultânea em celas e pavilhões, com base em planejamento e dados de inteligência. O trabalho, conforme divulgado, segue princípios de legalidade, proporcionalidade e segurança da informação.

Ainda segundo a Sejusp, a Operação MUTE ocorre de forma integrada em todo o país e é considerada a maior mobilização nacional no sistema prisional. Já a Operação Modo Avião atua de forma complementar, com foco na localização e apreensão de celulares, além de técnicas de bloqueio de sinal para impedir comunicações ilegais.

A Agepen e a Polícia Penal afirmam que as ações fazem parte de uma estratégia contínua de reforço da segurança dentro dos presídios e de enfrentamento às organizações criminosas.