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Cidades

Pai que matou filho para não pagar pensão pede avaliação de insanidade mental

Defesa solicita perícia médica, e Ministério Público da Paraíba tem 10 dias para se manifestar sobre o caso

Por Bruna Marques | 14/10/2026 09:18
Pai que matou filho para não pagar pensão pede avaliação de insanidade mental
Davi Piazza Pinto detido pela Polícia Militar de Santa Catarina após confessar o assassinato do filho em João Pessoa (Foto: Jornal Razão)

Davi Piazza Pinto, de 38 anos, acusado de matar o próprio filho, de 11 anos, para não continuar pagando pensão alimentícia de R$ 1,8 mil, pediu à Justiça da Paraíba uma avaliação de insanidade mental. O menino, que tinha autismo não verbal e deficiência visual, foi morto em um apartamento em João Pessoa, no ano passado.

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Davi Piazza Pinto, de 38 anos, acusado de matar o filho de 11 anos, que tinha autismo não verbal e deficiência visual, pediu à Justiça da Paraíba uma avaliação de insanidade mental. O crime ocorreu em João Pessoa, no ano passado, e a motivação seria evitar o pagamento de pensão de R$ 1,8 mil. O Ministério Público tem 10 dias para se manifestar. Ele foi indiciado por homicídio qualificado e ocultação de cadáver e segue preso preventivamente.

A 2ª Vara Metropolitana do Tribunal do Júri da Paraíba encaminhou o pedido ao MPPB (Ministério Público da Paraíba), que deverá se manifestar em até 10 dias. Conforme decisão assinada pela juíza Francilucy Rejane de Sousa Mota Brandão, após o parecer do órgão, o caso voltará para análise judicial. Até o momento, o Ministério Público não havia se manifestado.

A avaliação, se autorizada, será realizada por uma junta médica e deverá verificar se o réu tinha capacidade de entender o caráter ilícito do que fez no momento do crime. O pedido da defesa não significa que ele tenha sido considerado inimputável. Davi permanece preso preventivamente.

Na época do assassinato, durante depoimento à Polícia Civil, o pai afirmou que estava endividado e não queria mais arcar com a pensão alimentícia. Segundo a investigação, ele planejou o crime, recebeu o filho no apartamento alugado na capital paraibana e matou a criança por asfixia.

Em novembro do ano passado, Davi foi indiciado por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. O homicídio foi qualificado por motivo torpe, emprego de asfixia e pelo fato de a vítima ser menor de 14 anos.

Relembre o caso - O menino, natural de Campo Grande, foi encontrado morto em uma cova rasa em uma área de mata no bairro Colinas do Sul, em João Pessoa. O corpo estava em um saco plástico preto e parcialmente coberto por terra.

Segundo a investigação, após matar o filho, Davi enrolou o corpo e utilizou um carro de aplicativo para levá-lo até o local onde o enterrou. Imagens de câmeras de segurança registraram o suspeito saindo do apartamento com um volume envolto em tecido. Os motoristas que fizeram as corridas foram ouvidos durante o inquérito.

Após o crime, o homem voltou para Florianópolis, em Santa Catarina. Ele contou à própria mãe que havia matado o filho e também telefonou para a mãe da criança para revelar o assassinato. Depois, apresentou-se à polícia e foi preso.

A investigação apontou que Davi agiu sozinho e o crime foi premeditado. O laudo do IML (Instituto Médico Legal) confirmou que a criança morreu por asfixia por sufocação.

O menino nasceu prematuro, com cerca de cinco meses de gestação, e tinha apenas 5% da visão. Dependente dos cuidados da família, ele passou os primeiros anos de vida em Campo Grande. Na época, a tia materna relatou ao Campo Grande News que a mãe da criança estava em estado de choque com a morte.

Com informações do site Jornal da Paraíba.