Registro de agrotóxicos irregulares cresce 35% em MS, aponta Iagro
Fiscalização identificou 61 ocorrências com indicação de interdição em 2026, contra 45 ao longo de 2025

O registro de agrotóxicos irregulares em fiscalizações cresceu 35,5% em 2026, segundo dados da Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal). Até 21 de outubro deste ano, foram contabilizados 61 registros, contra 45 ao longo de 2025.
RESUMO
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Os números consideram diferentes tipos de irregularidades identificadas durante as ações de fiscalização, como produtos sem registro nos órgãos federais competentes, agrotóxicos vencidos e problemas nas condições de armazenamento.
Em relação aos produtos sem registro nos órgãos federais competentes, os dados mostram outro cenário. Em 2025, foram identificados e interditados 158 quilos de agrotóxicos. Em 2026, o volume informado foi de 22 quilos.
Nesses casos, os produtos permanecem nas propriedades rurais sob responsabilidade do proprietário ou responsável, que assume a condição de depositário fiel. A ocorrência é comunicada formalmente ao MAPA (Ministério da Agricultura e Pecuária) para as providências cabíveis. A interdição, no entanto, não significa que o material tenha sido fisicamente recolhido.
Destino dos produtos — O destino dos agrotóxicos apreendidos em Mato Grosso do Sul será discutido por um grupo de trabalho criado em deliberação publicada nesta quinta-feira (22) no Diário Oficial.
Hoje, o órgão não dispõe de um inventário estadual consolidado sobre a quantidade total de agrotóxicos que ainda aguardam destinação, os locais de armazenamento e o tempo de permanência dos materiais mais antigos.
Isso ocorre porque as ações de fiscalização, apreensão, recolhimento e guarda envolvem diferentes instituições, como o Mapa, a Receita Federal, a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal e as forças de segurança estaduais. Cada órgão mantém registros dos procedimentos sob sua responsabilidade.
O grupo deverá propor procedimentos para guardar, transportar e dar destinação final aos produtos, com atribuição integral dos custos de eliminação ao infrator.
Entre as tarefas está identificar o volume apreendido, onde os materiais estão armazenados e quais obstáculos logísticos ou financeiros dificultam sua destinação. O grupo também deverá elaborar um plano de ação conjunto entre instituições para viabilizar o recolhimento, o transporte e a eliminação dos produtos.
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