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Cidades

Registro de agrotóxicos irregulares cresce 35% em MS, aponta Iagro

Fiscalização identificou 61 ocorrências com indicação de interdição em 2026, contra 45 ao longo de 2025

Por Fernanda Palheta e Kamila Alcântara | 23/10/2026 12:13
Registro de agrotóxicos irregulares cresce 35% em MS, aponta Iagro
Galões de agrotóxicos escondido em carga de aveia e seria levado para São Paulo (Foto: Ilustrativa/Arquivo)

O registro de agrotóxicos irregulares em fiscalizações cresceu 35,5% em 2026, segundo dados da Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal). Até 21 de outubro deste ano, foram contabilizados 61 registros, contra 45 ao longo de 2025.

RESUMO

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O registro de agrotóxicos irregulares em fiscalizações da Iagro cresceu 35,5% em Mato Grosso do Sul, passando de 45 casos em 2025 para 61 até 21 de outubro de 2026. Entre as irregularidades estão produtos sem registro federal, vencidos e mal armazenados. O volume interditado sem registro caiu de 158 para 22 quilos, e o material permanece com o proprietário. Um grupo de trabalho definirá a destinação dos produtos apreendidos, com custos de eliminação atribuídos ao infrator.

Os números consideram diferentes tipos de irregularidades identificadas durante as ações de fiscalização, como produtos sem registro nos órgãos federais competentes, agrotóxicos vencidos e problemas nas condições de armazenamento.

Em relação aos produtos sem registro nos órgãos federais competentes, os dados mostram outro cenário. Em 2025, foram identificados e interditados 158 quilos de agrotóxicos. Em 2026, o volume informado foi de 22 quilos.

Nesses casos, os produtos permanecem nas propriedades rurais sob responsabilidade do proprietário ou responsável, que assume a condição de depositário fiel. A ocorrência é comunicada formalmente ao MAPA (Ministério da Agricultura e Pecuária) para as providências cabíveis. A interdição, no entanto, não significa que o material tenha sido fisicamente recolhido.

Destino dos produtos — O destino dos agrotóxicos apreendidos em Mato Grosso do Sul será discutido por um grupo de trabalho criado em deliberação publicada nesta quinta-feira (22) no Diário Oficial.

Hoje, o órgão não dispõe de um inventário estadual consolidado sobre a quantidade total de agrotóxicos que ainda aguardam destinação, os locais de armazenamento e o tempo de permanência dos materiais mais antigos.

Isso ocorre porque as ações de fiscalização, apreensão, recolhimento e guarda envolvem diferentes instituições, como o Mapa, a Receita Federal, a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal e as forças de segurança estaduais. Cada órgão mantém registros dos procedimentos sob sua responsabilidade.

O grupo deverá propor procedimentos para guardar, transportar e dar destinação final aos produtos, com atribuição integral dos custos de eliminação ao infrator.

Entre as tarefas está identificar o volume apreendido, onde os materiais estão armazenados e quais obstáculos logísticos ou financeiros dificultam sua destinação. O grupo também deverá elaborar um plano de ação conjunto entre instituições para viabilizar o recolhimento, o transporte e a eliminação dos produtos.

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