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Cidades

Tendência é de queda de casos diários de covid em MS após 30 de setembro

Estudo da UFMS indica estabilização no número de casos, mas em alto patamar, o que joga para outubro qualquer redução

Por Lucia Morel | 16/09/2020 18:59
Estudo vê estabilização na quantidade de casos e óbitos por covid, mas infelizmente, em altos patamares. (Foto: Marcos Maluf/Arquivo)
Estudo vê estabilização na quantidade de casos e óbitos por covid, mas infelizmente, em altos patamares. (Foto: Marcos Maluf/Arquivo)

Com centenas de casos ainda sendo registrados todos os dias em Mato Grosso do Sul, a tendência é que somente a partir de 30 de setembro o Estado comece a apresentar algum decréscimo na quantidade diária de confirmações de covid-19, segundo o Lamad (Laboratório de Modelagem e Análise de Dados).

Pelos dados do estudo semanal da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) através da Escola de Administração e Negócios e do Instituto de Matemática, responsáveis pelo Lamad, o pico de confirmações se mantendo em 30 de setembro, no dia seguinte, poderá ocorrer pequena redução de confirmações e assim, gradativamente.

Os números apontam para 68,6 mil casos de covid em MS nessa data, quando serão 200 dias desde o primeiro registro da doença em solo sul-mato-grossense. A partir de então, a probabilidade de que haja redução diária e gradativa de confirmações, é grande.

Para um dos pesquisadores responsáveis pelo estudo – que é semanal e repassado às autoridades de saúde da Prefeitura de Campo Grande e do Governo do Estado – Leandro Sauer, no dia seguinte ao pico de casos, eles têm de começar a diminuir.

“O que é o pico? O pico quer dizer que numero de notificações do dia seguinte tem de ser menor que o do dia anterior e isso dia a dia e isso precisa ser consistente”, afirma baseado no modelo matemático onde os dados da doença no Estado são aplicados e sistematizados, chamado Modelo Gompertz.

Esse mesmo sistema prevê crescimento gradual até o último dia deste mês e então, decréscimo. Sauer lembra que para Campo Grande, o pico de casos foi 25 de agosto – quando atingiu-se 19.595 confirmações -, o que se cumpriu e de lá para cá, os números mostram redução.

O relatório aponta que de 31 de agosto até 14 de setembro, data do último estudo, houve queda de 292 para 268 no número de pessoas internadas por covid-19 na Capital, sendo de 161 para 157 em leitos clínicos e de 130 para 111 em UTI (Unidade de Terapia Intensiva).

A parte ruim, é que a estabilização da doença está chegando com números altos, ou seja, há redução, mas em grande quantidade. Isso tanto em MS quanto na Capital.

O próprio secretário estadual de saúde, Geraldo Resende, citou isso nas transmissões ao vivo da SES (Secretaria de Estado de Saúde), afirmando que Mato Grosso do Sul – puxado pela Capital – mostra tendência de estabilização, mas em altos patamares, com média de 802 casos novos por dia e 16 óbitos no mesmo período.

Setembro – Apesar do pico ocorrer ainda este mês, os números não devem ser tão alarmantes quanto os de agosto. Até 14 de setembro, MS tinha 1.085 óbitos e 59.408 casos de covid confirmados. Maior parte deles registrados no mês passado.

“O comportamento do gráfico sugere uma situação mais branda em setembro e a expectativa do modelo é que setembro seja ligeiramente mais brando”, analisa Sauer, enfatizando que nos primeiros 14 dias do mês, foram registrados 10.471 casos no Estado e 223 mortes, o que representam menos da metade do que foi registrado no mesmo período do mês passado.

O estudo revela ainda redução da média móvel de casos comparando-se os dias 29 de agosto e 14 deste mês. Lá, eram 920 registros novos da doença por dia e na última segunda-feira, eram 754, indicando uma queda de 35,78% nas confirmações.

Com isso, mesmo com o pico projetado para o fim do mês, não deve mais ocorrer colapso no sistema de saúde, já que o Estado e a Capital aumentaram sobremaneira a quantidade de leitos disponíveis para tratamento de pacientes com covid-19.