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Cidades

UEMS sai da sala de aula e entra na linha de frente de exercício multinacional

Ciência produzida em Aquidauana contribui para decisões em cenários simulados de desastres

Por José Cândido | 18/03/2026 13:38
UEMS sai da sala de aula e entra na linha de frente de exercício multinacional
Aeronaves de diferentes países reforçam operação internacional e transformam céu de MS em cenário de cooperação.

No meio de aeronaves, militares estrangeiros e operações simuladas de emergência, um protagonista silencioso ganha espaço em Mato Grosso do Sul: a universidade pública.

RESUMO

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A Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) assume papel estratégico no Exercício Combinado Cooperación XI, maior ação conjunta das forças aéreas das Américas voltada à resposta a desastres. A instituição sedia parte das atividades e atua como ponte entre conhecimento científico e operações práticas.Em uma fazenda experimental, a UEMS recebe delegações de 15 países, apresentando estudos sobre produção sustentável, agricultura familiar e preservação do Pantanal. A participação da universidade reforça a integração entre ciência e defesa, posicionando Mato Grosso do Sul no cenário internacional de cooperação científica e tecnológica.

A Unidade Universitária de Aquidauana da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) deixa de ser apenas um espaço acadêmico para assumir papel estratégico no Exercício Combinado Cooperación XI, maior ação conjunta das forças aéreas das Américas voltada à resposta a desastres.

Mais do que sediar parte das atividades, a instituição entra como ponte entre conhecimento científico e operações práticas, inserindo Mato Grosso do Sul em um cenário internacional que discute, na prática, como reagir a crises ambientais e humanitárias.

Do campo experimental ao cenário internacional

É em uma fazenda de grande extensão, utilizada como centro de excelência em ciências agrárias, que a UEMS abre suas portas para delegações de 15 países. Ali, o ambiente acadêmico se transforma em laboratório vivo, onde pesquisa, tecnologia e realidade se encontram.

As chamadas “vitrines tecnológicas” apresentam estudos ligados à produção sustentável, agricultura familiar, economia criativa e preservação do Pantanal — temas que dialogam diretamente com os desafios enfrentados durante o exercício, especialmente os incêndios florestais.

A proposta vai além de mostrar projetos: é inserir a ciência sul-mato-grossense no centro das decisões estratégicas que envolvem desastres naturais.

Conhecimento que orienta decisões

Em operações desse tipo, onde cada minuto pode significar vidas salvas, entender o território é tão importante quanto ter tecnologia de ponta. É justamente aí que a universidade se torna indispensável.

Pesquisas sobre o bioma Pantanal, comportamento do fogo, condições climáticas e uso do solo ajudam a orientar decisões operacionais — desde rotas aéreas até estratégias de combate a incêndios.

A presença da UEMS no exercício reforça uma tendência cada vez mais clara: a integração entre ciência e defesa como caminho para respostas mais rápidas e eficientes diante de crises complexas.

MS no mapa da cooperação internacional

Ao participar diretamente de uma operação multinacional, a universidade amplia sua projeção e coloca Mato Grosso do Sul no radar de cooperação científica e tecnológica entre países das Américas.

O movimento também dialoga com eventos como o Pantanal Tech, que já posiciona a região como polo de inovação no agronegócio e na sustentabilidade.

No fim das contas, enquanto aviões cruzam o céu e militares simulam resgates, é dentro da universidade que se constrói algo mais duradouro: conhecimento aplicado, capaz de transformar resposta emergencial em estratégia — e ciência regional em referência internacion