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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

05/05/2014 15:28

“Agora está nas mãos de Deus”, diz vítima de cárcere por 22 anos

Edivaldo Bitencourt e Filipe Prado
Cira e coordenadora do Centro de Atendimento à Mulher deixam o Fórum após depoimentos (Foto: Marcelo Victor)Cira e coordenadora do Centro de Atendimento à Mulher deixam o Fórum após depoimentos (Foto: Marcelo Victor)

Vítima de cárcere por 22 anos no Jardim Aero Rancho, na Capital, a dona de casa Cira da Silva, 44 anos, afirmou que espera Justiça e a condenação do ex-marido, o pedreiro Ângelo da Guarda Borges, 58, que está preso desde a descoberta do caso, em 19 de dezembro do ano passado.

Ao deixar a sala de audiência na 2ª Vara de Violência Doméstica na Capital, Cira disse que está bem. “Espero que Justiça seja feita. Agora, está nas mãos de Deus”, afirmou a mulher, que é evangélica e busca recomeçar a vida ao lado dos quatro filhos.

Oito testemunhas de defesa começaram a prestar depoimento para o juiz José Carlos Coelho e Souza. Os dois filhos mais velhos prestaram depoimentos na tarde de hoje (5).

Também estão sendo ouvidos o pai de Cira, Adão da Silva, a coordenadora do Centro de Atendimento à Mulher, Ariza de Albuquerque Carvalho, uma agente comunitária de saúde e a ex-patroa de Cira.

 

Cira relata sobre a nova vida: estou bem (Foto:  Marcelo Victor)Cira relata sobre a nova vida: estou bem (Foto: Marcelo Victor)

Segundo Ariza, a dona de casa ainda recebe acompanhamento psicológico do centro. As quatro crianças também recebem acompanhamento psicológico e psiquiátrico. Cira também está tratando os dentes.

De acordo com a Polícia, Cira foi vítima de cárcere por 22 anos, desde quando se casou com pedreiro. Ela e os quatro filhos também viviam em condições subumanas.

Após a "libertação", Cira contou que está feliz com a nova vida e faz planos de voltar a trabalhar para sustentar os filhos. Ela está morando em uma casa construída pelo pai. 

Borges continua preso na Capital.



Este é um caso muito estranho. Alegam que eram mantidas 'presas'. As crianças iam à escola. Os pais da mulher viviam na mesma cidade. Como podem ficar 22 anos sem contato com a filha, ou sem o conhecimento do que ocorria na casa do genro e nenhuma providência tomar?
O tal sujeito que está realmente preso, pode não ser 'buena gente', mas entendo que não é tudo o que estão querendo lhe imputar. Ademais, o sujeito está preso desde dezembro de 2013 (quase 6 meses). Se nem os mensaleiros petistas que roubaram milhões de todos os brasileiros estão na cadeia? Com exceção de JD, todos os outros saem todos os dias para 'trabalhar'. É muito complicado.
 
Juvenal Coelho em 06/05/2014 09:19:47
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