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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

14/03/2014 14:29

Autônomo é morto a tiros pela polícia durante surto na Mata do Jacinto

Bruno Chaves
Bombeiros foram acionados para salvar homem de surto psicótico, pediram apoio da PM e vítima acabou morta a tiros em terreno baldio (Foto: Cleber Gellio)Bombeiros foram acionados para salvar homem de surto psicótico, pediram apoio da PM e vítima acabou morta a tiros em terreno baldio (Foto: Cleber Gellio)

O autônomo João Cedrão Rosa, 59 anos, foi morto a tiros por policiais militares, por volta das 11h de hoje (14), em um terreno baldio que fica no cruzamento das ruas Jorge Kalil Duailib e Miguel Seba, na Mata do Jacinto, em Campo Grande. Antes de ser atingido pelos disparos e morrer, João estava em surto psicótico e atirou contra os militares.

Conforme o filho da vítima, o agente comunitário de saúde Maylson Costa Rosa, 25, João tinha transtornos mentais e TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo). Na semana do Carnaval, as crises começaram a ficar mais intensas e os surtos mais frequentes.

No final da manhã de hoje, após mais uma dessas crises, a família de João decidiu chamar o Corpo de Bombeiros. “Ele estava agressivo, gritava muito e dizia que ia embora. Queríamos que ele fosse levado ao hospital”, contou a esposa dele, a dona de casa Fátima Souza Costa Rosa, 57.

Pelo fato de ele estar agressivo e ameaçar os familiares de morte, inclusive com uma arma, o Corpo de Bombeiros acionou a Polícia Militar para dar apoio à ocorrência. Ao perceber a presença dos militares, João, que morava em uma casa da Rua Afro Puga, pulou os muros do fundo e se escondeu em um terreno baldio com mato alto.

Dois policiais militares foram atrás dele, momento em que ocorreu o confronto e a morte do autônomo. Um dos policiais, que foi recebido por um tiro por João, contou que chegou tentando acalmar os ânimos. “Pedi para ele soltar a arma e me identifique como policial. Nesse momento ele deu um tiro”, disse o soldado de 27 anos que pediu para não ser identificado.

“Depois que ele atirou, eu me abaixei e atirei de volta”, explicou. O soldado contou que a técnica empregada na ação é conhecida como “Double Tap”, onde o policial efetua dois disparos de legitima defesa. “Aprendemos na academia”, pontuou.

Conforme o militar, a vítima foi alvo de quatro disparos, dois de cada policial. Entretanto, para a família, cada um deles atirou quatro vezes contra João. “Eu pedi para o policial me deixar conversar com ele. Não precisava atirar. Se eu desse mais um passo, os dois tinham atirado em mim também”, disse o filho da vítima.

Segundo Maylson, o confronto entre a polícia e o autônomo foi presenciado por ele e por uma vizinha. “Os tiros foram a queima-roupa”, afirmou o jovem.

Os bombeiros que estavam no local ainda tentaram socorrer a vítima, encaminhado ela para o Posto de Saúde Nova Bahia. No entanto, João morreu em decorrência dos ferimentos.

Familiares e parentes da vítima conversam com delegado (Foto: Cleber Gellio)Familiares e parentes da vítima conversam com delegado (Foto: Cleber Gellio)
Delegado exibe arma que vítima utilizou para atacar PM (Foto: Cleber Gellio)Delegado exibe arma que vítima utilizou para atacar PM (Foto: Cleber Gellio)

Investigação – A perícia da Polícia Civil foi acionada para recolher as provas do crime. Uma arma calibre 22, com seis munições, sendo uma deflagrada, foi apreendida. O material pertencia ao autônomo.

Conforme o delegado Dmitri Palermo, titular da 3ª Delegacia de Polícia da Capital, “uma vítima com problemas mentais estava de posse de uma arma em meio ao mato”. “Os bombeiros pediram apoio da Polícia Militar e na aproximação dos policiais, a vítima disparou um primeiro tiro”, disse.

O delegado afirmou que a ação foi em legítima defesa, além de garantir a segurança da sociedade, já que o homem em surto psicótico poderia atirar em qualquer um que passasse pela rua.

“Ainda não é possível afirmar quantos tiros acertaram a vítima. Exames necroscópicos foram solicitados. Sabemos que quatro tiros foram disparados pela PM, dois de cada policial”, concluiu o delegado.

O caso é investigado pela 3ª DP.

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Fabiano, vc não lê os noticiários né? A polícia sempre age a altura da agressão, e qnd mata, gente como vc, já está esperando com ''pedras nas mãos''. E claro no caso desse senhor foi uma fatalidade, mas se o tiro q ele deu pegasse em um inocente ia ta cheio de gente perguntando pq a polícia não agiu... ai fica difícil.
 
Paulo Henrique Franco em 14/03/2014 23:52:02
A Policia e despreparada, eu confesso que revolta, pois quando passamos na rua e cumprimentamos eles, eles nem cumprimenta, se não são educados, imagina para resolver uma situação nesta proporção. Espero que a familia acione a justiça e cobre dos Policiais que assassinaram este homem doente, da Policia militar e do estado.
 
Jean Francisco Pereira em 14/03/2014 23:49:35
O interessante que quando é um bandido disposto a matar policial eles não usam a técnica “Double Tap”, simplesmente são baleados e as vezes são mortos e os bandidos fogem, falta preparo para certas situações. Na verdade bandido que precisa de maior rigor, simplesmente é baleado e ainda vai para uma upa ou hospital para ser socorrido ocupando a vaga de uma pessoa do bem um pai ou uma mãe de família que esta precisando de um atendimento médico para continuar a sua vida trabalhando para sustentar seus filhos e manter o seu lar com dignidade, é obrigado à esperar pois certo individuo esta tomando a sua vez de atendimento.
 
Claudio Cunha dos Santos em 14/03/2014 21:36:00
Como pode, os familiares deixar a pessoa com problemas portar arma de fogo? Se desde o carnaval ele estava assim. Pq não pediu socorro enquanto ele dormia? Que tristeza, morreu sem noção do que estava fazendo.
 
Mirtes Lourenço Camilo em 14/03/2014 21:23:33
Na comodidade de um sofá é tão simples ser destemido e preparado não é Fabiano Santos, se é que este é seu nome. Difícil é estar cara a cara com alguém efetuando disparos contra você e ter essa mesma frieza!
 
Fladimir Galassi da Silva em 14/03/2014 19:14:16
Situação dificil, tanto para a familia da vitima, quanto para os policiais, o homem era meio maluco e estava armado e inclusive utilizou a arma, os policiais neste caso tinham que reagir, aí fica a pergunta quem tem razão a familia de reclamar que houve excesso ou os policiais que precisaram se defender, arma de fogo na mão de doido e bêbado é um perigo, ninguem pode prever o que vai acontecer.
 
juvenil marques do vale em 14/03/2014 18:19:24
E BRASIL VEIO, MATAR V.., LADRÃO, ESTUPRADOR POLICIA NÃO MATA NÉ, ENGRAÇADO, SE FOSSE BANDIDO A POLICIA TERIA DADO 1 TIRO NO PÉ PRA ASSUSTAR, MAS COMO NÃO ERA NÉ. 4 TIROS, POLICIA COVARDE E DESPREPARADA.
 
fabiano santos em 14/03/2014 16:56:05
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