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Campo Grande, Terça-feira, 25 de Setembro de 2018

11/07/2018 15:49

Caos no Samu: oito ambulâncias que estavam paradas vão para conserto

Viaturas estão encostadas por falta de conserto. Do total de 14, 9 estavam irrecuperáveis

Izabela Sanchez
Viaturas estacionadas na unidade do Samu, no bairro Pioneiros (Paulo Francis)Viaturas estacionadas na unidade do Samu, no bairro Pioneiros (Paulo Francis)

Campo Grande deveria ter 14 viaturas do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) rodando. Agora, a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) afirma que 8 viaturas foram para o conserto e devem estar disponíveis nos próximos dias.

Na segunda-feira (9), a coordenação do Samu e a Secretaria explicaram que 9 veículos estavam irrecuperáveis. O único responsável por fornecer as viaturas é o Ministério da Saúde.

A Sesau havia declarado que solicitou a reposição de 9 viaturas junto ao Ministério da Saúde. A Secretaria enfatizou que o Ministério da Saúde é o único e exclusivo órgão para compra de viaturas. A Sesau afirma que informou ao órgão federal a necessidade existente e aguarda a liberação de novas viaturas em substituição às que estão no termo de "desfazimento".

No bairro Pioneiros, em Campo Grande, cerca de 10 viaturas estão encostadas na base do Samu. A coordenadora do serviço em Campo Grande, Maithe Vendas Galhardo, explicou que o Ministério pode fornecer por meio de doações, e as aquisições também podem ser realizadas por meio de emenda parlamentares.

Hoje, além das duas viaturas, o Samu tem duas motocicletas e um veículo de intervenção rápida. Em junho, foram 2800 atendimentos com a viatura básica e 700 com a avançada.

Por meio da assessoria de imprensa, o Ministério da Saúde negou que seja o único que possa adquirir as viaturas. Conforme explicou, as aquisições ocorrem por um programa tripartite, ou seja, em que todo e qualquer ente federado (estados e municípios) pode fazer aquisição direta das ambulâncias para atender a população com recursos próprios, desde que observe os pré-requisitos previstos na legislação vigente dos padrões, critérios técnicos e normativas do SAMU 192.

O Ministério da Saúde também afirma que o “desfazimento” das ambulâncias é a autorização para que o município destine o veículo já depreciado e sem condições de atender no SAMU 192 para outros serviços, conforme a necessidade da região. Esse processo, explica o Ministério, não implica na reposição automática do veículo.

 

*matéria alterada às 17h para acréscimo de informações.



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