Chuva alaga ruas e deixa carros presos no entorno do Parque das Nações
Segundo relatos, córrego subiu em cerca de 10 minutos; uma caminhonete e um furgão ficaram presos
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Uma forte chuva na tarde desta quinta-feira causou alagamentos em ruas de Campo Grande e deixou veículos presos na água. Motoristas e trabalhadores foram surpreendidos pela rapidez com que o nível da água subiu no entorno do Parque das Nações Indígenas. Uma caminhonete e um furgão apresentaram pane e precisaram de ajuda para deixar o local. O lago do parque transbordou parcialmente e as atividades na região foram temporariamente interrompidas devido aos transtornos gerados no trânsito.
A chuva forte da tarde desta quinta-feira (15) provocou alagamentos nas ruas do entorno do Parque das Nações Indígenas, em Campo Grande.
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Na esquina da Avenida Arquiteto Rubens Gil de Camilo com a Rua Professor Luís Alexandre de Oliveira, no Royal Park, uma caminhonete e um furgão ficaram presos na água após apresentarem pane.
A equipe de reportagem esteve no local e constatou que, apesar do volume de água nas vias, outros veículos continuavam passando pelo trecho. Os dois automóveis ficaram imobilizados e precisaram de ajuda para sair do alagamento.
O serralheiro Valdemir Cunha, de 67 anos, dirigia a caminhonete quando foi surpreendido pela enxurrada. Segundo ele, a água subiu rapidamente e invadiu o veículo, que parou de funcionar.
“Eu vinha vindo, de repente a água veio de uma vez, encheu o córrego e a caminhonete entrou e morreu de uma vez dentro da água ali. Foi muito rápido, foi uma coisa de uma vez”, relatou.

Valdemir estima que o nível da água tenha subido em cinco a dez minutos. Mesmo com a caminhonete mais alta, a água chegou a entrar na cabine.
O motorista contou que nunca havia passado por uma situação semelhante e ficou assustado com o ocorrido.
“Fiquei assustado, mas esperei, né? Aí ela morreu de uma vez”, disse. Ele também precisou da ajuda de outras pessoas para retirar o veículo do local.
O serralheiro estava a caminho de um serviço de instalação de corrimão quando foi surpreendido pelo alagamento. Depois de conseguir retirar a caminhonete, aguardava o outro motorista para verificar a situação do veículo e seguir viagem.
Trabalhadores liberados após alagamento - A rapidez com que a água tomou as ruas também surpreendeu trabalhadores que estavam nas proximidades.
O armador de ferragens Mario Sérgio, de 37 anos, contou que o serviço foi interrompido por causa das condições no local.
“Foi questão de 10, 15 minutos mais ou menos. Muito rápido, foi rápido, foi rápido”, afirmou ao descrever a subida do nível da água.
Segundo ele, os funcionários foram liberados porque trabalhavam em altura e as condições deixaram de oferecer segurança para continuar as atividades.
Mario Sérgio também contou que algumas motocicletas estacionadas nas proximidades foram retiradas preventivamente. Ele acredita que, se permanecessem no trecho atingido pela água, poderiam ter sido arrastadas. “Quem está passando aí fica meio preocupado”, comentou.
Lago do parque - Durante o temporal, o lago localizado dentro do Parque das Nações Indígenas também apresentou aumento significativo no volume de água, chegando a transbordar parcialmente.
Apesar disso, conforme as informações apuradas no local, o lago não foi apontado como a causa direta do alagamento nas ruas da esquina da Avenida Arquiteto Rubens Gil de Camilo com a Rua Professor Luís Alexandre de Oliveira.
O trecho ficou tomado pela água durante a chuva, surpreendendo motoristas e trabalhadores. O episódio chamou a atenção pela velocidade com que o nível subiu e pelos transtornos provocados no trânsito da região.
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