Com caminhões e patrola, 20 equipes limpam estragos do temporal na Capital
Segundo a Sisep, o trabalho é focado na retirada de árvores, galhos e terra e na desobstrução da drenagem

Com ruas cobertas de barro e galhos obstruindo a passagem da água, Campo Grande amanheceu nesta sexta-feira (16) com equipes nas ruas para limpar os estragos do temporal de ontem. Cerca de 20 equipes da Sisep (Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos) foram mobilizadas para retirar árvores e terra, desobstruir bocas de lobo e realizar reparos nas vias.
RESUMO
Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!
Campo Grande amanheceu nesta sexta-feira (16) com cerca de 20 equipes da Sisep e da Solurb nas ruas para retirar terra e galhos, desobstruir bocas de lobo e reparar vias após o temporal de quinta-feira, que causou alagamentos e queda de árvores. A chuva chegou a 82 milímetros em 24 horas. A prefeita Adriane Lopes atribuiu os estragos ao "Super El Niño" e disse que o município aguarda recursos federais pedidos após a tempestade de setembro.
Na região da rotatória entre as avenidas Rachid Neder e Ernesto Geisel, um dos pontos atingidos pelos alagamentos, a reportagem encontrou três caminhões e uma patrola mobilizados para a limpeza. Havia grande quantidade de terra na pista e galhos concentrados no córrego e nas estruturas de passagem da água.
- Leia Também
- Super El Niño está afetando a cidade de forma muito violenta, diz Adriane
- Chuva alaga Avenida Rachid Neder e acumulado passa de 100 mm em Campo Grande
Funcionários da Solurb recolhiam os galhos, enquanto a máquina retirava o material acumulado sobre o asfalto. Segundo os trabalhadores, o serviço deve seguir pela Avenida Ernesto Geisel até a Rua Plutão. Parte da rotatória estava ocupada pela operação, mas o trânsito continuava fluindo.

Na Rua Prefeito Heráclito Diniz de Azevedo, a reportagem encontrou o acesso bloqueado. Equipes que atuavam no local informaram que a via precisou ser fechada para o trabalho da patrola e a retirada de galhos que obstruíam o escoamento da água.
Conforme a Sisep, duas equipes foram destinadas à Avenida Ernesto Geisel, entre a Ovídeo Serra e a Rua Jequitibá, para limpeza de grades e rebaixos, além da retirada de terra.
Também há equipes na Via Park, para limpeza de grades; na Avenida Guaicurus, para desobstrução de bocas de lobo; e na Avenida Thirson de Almeida, próximo à Raquel de Queiroz, para retirada de terra e limpeza da drenagem.
Na Avenida Fernando Corrêa da Costa, entre as ruas Joaquim Murtinho e Bahia, o trabalho envolve limpeza de grades e rebaixos. A secretaria também informou a realização de serviços na Rua Olinda de Melo, no Jardim Los Angeles.
Temporal - A chuva de quinta-feira provocou alagamentos, enxurradas e quedas de árvores em diferentes regiões da Capital. Na Avenida Rachid Neder, a água tomou conta da pista em poucos minutos e deixou um carro vermelho parcialmente submerso.
Morador da região do São Francisco, Matheus Lopes relatou que o alagamento começou por volta das 16h. Segundo ele, bastaram de 10 a 15 minutos para a água subir e impedir a passagem. Mesmo após a redução da intensidade da chuva, o pai dele não conseguia sair do escritório para voltar para casa.
Na Chácara dos Poderes, moradores registraram enxurradas carregando barro e pedras pelas ruas. Viviane de Pinho, que mora no bairro há seis anos, afirmou que as duas entradas ficaram intransitáveis, obrigando motoristas a retornar. “Quando chove, sempre alaga as ruas e ficamos ilhados ou não conseguimos retornar para as casas”, relatou.
A Avenida Calógeras também ficou alagada. O comerciante Muriel Corrêa, que trabalha na região, apontou que o problema é recorrente e afirmou que os bueiros no cruzamento com a Avenida Fernando Corrêa da Costa estão entupidos de lixo há meses.
Na região sul, houve relatos de ruas intransitáveis no Jardim Los Angeles, Parque Lageado, Jardim Centro Oeste, Parque das Meninas e Centenário. Na Avenida dos Cafezais, moradores e comerciantes ficaram ilhados. Uma ponte entre o Jardim Morenão e o Roselândia também foi encoberta pela água.
Levantamento - Em entrevista ao Campo Grande News nesta manhã, a prefeita Adriane Lopes (PP) afirmou que equipes percorrem os locais atingidos para dimensionar os danos e organizar os serviços. “Estamos levantando todos os pontos afetados para definir quais as ações”, disse. Segundo ela, a programação inclui visitas às áreas atingidas e uma reunião com secretários no Paço Municipal.
A prefeita atribuiu a intensidade dos estragos ao fenômeno que chamou de “Super El Niño”. “O Super El Niño está afetando a cidade de forma muito violenta”, afirmou.
Conforme balanço divulgado pela prefeitura, com dados do Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul), o acumulado médio de chuva chegou a 82 milímetros em 24 horas. O temporal também teve granizo e rajadas de vento.
Adriane afirmou ainda que o município aguarda recursos federais solicitados após outra tempestade, em setembro. Na ocasião, a administração apresentou ao governo federal um relatório que estimava entre R$ 30 milhões e R$ 40 milhões o custo das obras de recuperação. “Não foi liberado. Os relatórios foram enviados, foi feito trabalho com a Defesa Civil de Campo Grande e Mato Grosso do Sul. Mas o governo federal ainda não liberou”, declarou.
Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais.

