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Capital

Com números da covid em queda, noivos já entram na fila para casar em 2023

Em algumas igrejas de Campo Grande, agora só há datas livres para daqui dois anos

Por Maurício Ribeiro | 16/07/2021 08:53
Igreja São Francisco, que também já está com a agenda cheia. (Foto: Kosie Ainoã)
Igreja São Francisco, que também já está com a agenda cheia. (Foto: Kosie Ainoã)

Tempos difíceis com agendas esvaziadas e muita incerteza agora parece passado. Os profissionais e empresas do ramo de festas e eventos começam a virar a página da dureza nos longos últimos meses. Com os números da covid-19 em queda a espera por uma data para se casar em algumas das mais tradicionais igrejas da Capital pode ficar para 2023.

Segundo a secretaria da Igreja São José, só há a possibilidade de vaga para 2021 ou 2022 por conta da desistência de noivos. No Santuário do Perpétuo Socorro as coisas não são muito diferentes: até pode-se encontrar alguma coisa para antes, mas agenda certa mesmo, só em 2023.

Segundo o sacristão da Paróquia São Francisco de Assis,  Luiz Eduardo Celaia (26), sob condições normais são celebrados anualmente entre 60 e 70 casamentos, com a chegada da pandemia esse número caiu para menos da metade.

Agora, com Campo Grande encabeçando a lista de capitais que mais vacinam no País, os números já lembram o período pré-pandemia, com a realização de seis casamentos por mês na Paróquia. Para tanto, a secretaria da igreja tem orientado aos noivos remarcar as cerimônias em horários alternativos, uma forma de evitar imprevistos e aumentar as possibilidades de agendamento.

"Por conta do toque de recolher que sofre mudanças frequentemente, a gente aconselha para que os casamentos sejam marcados nos períodos da tarde, por exemplo", explica o sacristão.

Felipe e Antonielly celebram a união depois de quase um ano de espera. (Foto: Willian Matos)
Felipe e Antonielly celebram a união depois de quase um ano de espera. (Foto: Willian Matos)

Estratégia adotada pelo assistente em auditoria Luís Felipe (40) e pela jornalista Antonielly Maciel (35), que se casarão no próximo dia 7 de agosto, às 16h.

"Nosso casamento estava marcado para 21 de novembro do ano passado, mas com a pandemia em alta, fomos obrigados a adiar. Todo mundo adiou, então a gente preferiu o segundo semestre, até porque o primeiro era prioridade de quem casaria no início do ano passado" conta ela, a menos de um mês de subir ao altar.

Até as tradicionais feiras de noivas em Campo Grande, que reúnem fornecedores, voltaram após um ano e três meses de atividades quase totalmente paralisadas, lembra o cerimonialista Antônio Osmânio.

“Tivemos 37 casamentos adiados nesse período. É muito bom ver as coisas voltando a acontecer. Durante o período mais crítico da pandemia  só podíamos realizar eventos como os chamados mini weddings, que são as cerimônias com cerca de 50 pessoas, o que não animava a maioria das noivas, agora já podemos fazer coisas maiores com 50% da capacidade do local escolhido”, disse o profissional.

O reaquecimento do setor também é celebrado pelo decorador André Furquim, que aponta o avanço nas vacinações como fator determinante para que as pessoas se sintam seguras e voltem a pensar e planejar festas. "O nosso setor foi bastante prejudicado mas agora tudo vai começar a melhorar. Acredito que a partir de setembro já tenhamos o retorno das festas maiores que tinham sido adiadas. Será força total em 2022!", espera.

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