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Campo Grande, Quinta-feira, 20 de Setembro de 2018

07/08/2018 09:20

Depois de 3 anos, acusado de matar marido de ex-namorada vai a júri

Réu responde por homicídio simples e porte ilegal de arma em liberdade

Danielle Valentim e Bruna Kaspary
Romário alega o contrário e afirma que ainda estava namorando com Suzi, quando o crime aconteceu. (Foto: Saul Schramm)Romário alega o contrário e afirma que ainda estava namorando com Suzi, quando o crime aconteceu. (Foto: Saul Schramm)

Romário Paz Cardoso, de 62 anos, acusado de matar a tiros Natal Machado da Silva, de 29 anos, em 2015, passa por julgamento na manhã desta terça-feira (7). A vítima era o marido da ex-namorada de Romário.

Conforme o processo, a vítima e Suzi Darlen Rodrigues Gonçalves foram casados por sete anos, mas se separaram. Logo depois, a mulher começou um relacionamento com Romário.

No entanto, o namoro não deu certo e Suzi reatou com Natal, que foi morto a tiros pouco tempo depois. De acordo com a denúncia, Romário não aceitava o fim do relacionamento.

Durante júri, nesta manhã, Romário alegou o contrário e afirmou que ainda estava namorando com Suzi, quando o crime aconteceu.

“Eu pagava aluguel, mantinha a casa, ela e os filhos. Natal tentava forçar ela a voltar com ele. Um dia ele bebeu foi na casa dela e bateu nela. Ela me ligou para botar ele para fora. Quando cheguei na casa, Natal já estava com objetos na mão. Ele veio na minha direção e eu disparei. Ele caiu no chão, se mexeu e eu disparei mais quatro vezes, porque achei que ele viria na minha direção”, disse.

Na acusação, o MPE (Ministério Público Estadual) afirma que Romário já havia terminado o relacionamento com Suzi devido ao depoimento da mulher. O promotor José Arturo Bobadilha pede a condenação do réu por homicídio simples e porte ilegal de arma de fogo de uso permitido.
A defesa considera as ameaças que o cliente sofreu e pontua que Romário é réu primário.

“o réu fugir do local é uma forma de tentar conseguir responder o processo em liberdade, que foi o que aconteceu”, disse o advogado Edgar de Souza Gomes.



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