Homem que espancou namorada até a morte no Los Angeles é condenado a 30 anos
Crime aconteceu em 27 de dezembro de 2024, quando Edvan da Silva Rodrigues bateu e esfaqueou Bruna dos Santos

Edvan da Silva Rodrigues, de 45 anos, saiu do Fórum de Campo Grande, na tarde desta quarta-feira (21), condenado a 30 anos e 8 meses de prisão pelo feminicídio de Bruna dos Santos Maroto, de 26 anos. A jovem foi espancada e esfaqueada na cabeça pelo companheiro em 27 de dezembro de 2024, no Jardim Los Angeles, região sul da Capital. Durante o julgamento, Edvan negou ter cometido o crime e afirmou que encontrou a vítima caída no chão, mas, na época da investigação, havia confessado as agressões aos policiais.
RESUMO
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Edvan da Silva Rodrigues, de 45 anos, foi condenado a 30 anos e 8 meses de prisão em regime fechado pelo feminicídio de Bruna dos Santos Maroto, de 26 anos, morta em 27 de dezembro de 2024, em Campo Grande. Os jurados reconheceram o meio cruel, mas afastaram a agravante de descumprimento de medida protetiva. No julgamento, ele negou o crime, embora tivesse confessado as agressões à polícia. A sentença destacou o histórico de violência contra a vítima.
O Conselho de Sentença reconheceu a responsabilidade de Edvan pela morte de Bruna e considerou o uso de meio cruel, devido às agressões e à asfixia da vítima. Os jurados, porém, afastaram a agravante relacionada ao descumprimento de medida protetiva de urgência. A pena foi fixada em 30 anos e 8 meses de reclusão, em regime inicial fechado. O crime é considerado hediondo.
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Durante o interrogatório, Edvan sustentou que estava fora do imóvel quando Bruna morreu. Segundo a versão apresentada em plenário, ele havia saído para comprar pão e salsicha e, ao retornar cerca de 40 minutos depois, encontrou a ex-companheira caída e sem responder aos chamados. Ele afirmou que procurou ajuda e tentou reanimá-la enquanto aguardava o socorro.
O réu também negou ter agredido Bruna durante o relacionamento. Questionado sobre as marcas no corpo da jovem, atribuiu os hematomas e as cicatrizes a supostas crises epilépticas. Ele ainda confirmou que carregava uma faca, mas alegou que utilizava o objeto no trabalho, em um depósito de reciclagem.
A versão apresentada no julgamento é diferente do que foi relatado durante a investigação policial. Na época, segundo a Polícia Civil, Edvan admitiu que agrediu Bruna durante uma discussão e também relatou ter golpeado a cabeça dela com uma faca. O objeto foi encontrado com o suspeito, que acabou preso em flagrante.
Violência antes do feminicídio
O relacionamento entre Edvan e Bruna era marcado por episódios de violência doméstica. Conforme informações divulgadas pela Polícia Civil na época do crime, havia registros de ocorrências envolvendo o casal e medidas protetivas solicitadas pela vítima.
Durante o julgamento, Edvan reconheceu que existiam medidas protetivas, mas negou ter agredido a ex-companheira. Ele afirmou que os dois haviam se separado cerca de oito meses antes da morte, embora Bruna continuasse procurando os locais onde ele morava.
A sentença também destacou o histórico de violência anterior contra a vítima. Ao estabelecer a pena-base em 23 anos de reclusão, o juiz considerou a gravidade da conduta e apontou que as agressões anteriores demonstravam uma escalada de violência. Na etapa final do cálculo, a pena foi aumentada em um terço em razão do meio cruel reconhecido pelos jurados, chegando a 30 anos e 8 meses.

Vizinha dizia que morte era tragédia anunciada
Na época do crime, uma vizinha de 57 anos afirmou ao Campo Grande News que as agressões contra Bruna eram frequentes e que temia que a situação terminasse em morte. “Isso era uma tragédia anunciada. Todo mundo sabia que iria acontecer, porque ele batia muito nela”, relatou a moradora, que pediu para não ser identificada.
Segundo a vizinha, Bruna estava vivendo havia cerca de seis meses em um imóvel abandonado no Jardim Los Angeles. A moradora contou que as brigas entre o casal eram constantes.
Bruna foi encontrada morta na noite de 27 de dezembro de 2024. A equipe da DHPP (Delegacia Especializada de Homicídios e de Proteção à Pessoa) foi acionada após testemunhas encontrarem a jovem com lesões graves na cabeça e perfurações pelo corpo.
Depois de ser localizado na casa de um amigo, na mesma região, Edvan foi preso em flagrante. A investigação apontou que ele havia passado pelo imóvel onde morava para buscar roupas antes de ser encontrado pelos policiais.
O caso foi registrado como feminicídio, crime cometido em contexto de violência doméstica e familiar contra a mulher.
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