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Capital

Mesmo com proibição ambulantes ainda vendem nos terminais da Capital

Por Filipe Prado | 16/11/2013 08:30
Produtos importados não podem ser vendidos nos terminais (Foto: Filipe Prado)
Produtos importados não podem ser vendidos nos terminais (Foto: Filipe Prado)

Mesmo com proibição, ambulantes continuam a vender em terminais de ônibus em Campo Grande. O comércio foi liberado somente aos 109 vendedores de produtos alimentícios que pertencem à associação, porém ainda há venda de outros segmentos nos locais.

Os produtos importados ainda são proibidos para a comercialização nos sete terminais da cidade, mas os ambulantes ainda continuam a vender e esperam a liberação. “Ainda não foi liberada a venda, mas estamos tentando a legalização”, comenta Milton Carvalho de Almeida, 58 anos.

Ele já trabalha no terminal Júlio de Castilho há quatro anos, e diz que sofreu muito com a fiscalização da Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito). “Eles vinham sem avisar e levavam tudo o que tínhamos. Perdi muita coisa, acho que dava pra comprar um carro com o dinheiro que perdi”, comenta Milton.

Catarina Galeano Rocha, 43, vende salgados no terminal há um ano, e também relata que as fiscalizações geraram muitos prejuízos. “Eles pegavam tudo o que viam pela frente, não só o produto, mas até as vasilhas, então tínhamos que comprar tudo de novo”.

No terminal Nova Bahia, Tereza Luiza de Carvalho, 41, ainda tem medo da fiscalização, mesmo com a promessa da agência. “Dizem que eles vão voltar, tirar os novatos e deixar só os mais velhos”, explica.

Porém agora a Agentran prometeu que não irá mais “tomar” os produtos dos ambulantes e irá esperar a legalização. “Parece que já está acontecendo à legalização, mandaram fazer camiseta e tudo mais. Espero que dê certo”, relata o vendedor Ageu Gonçalves, 29.

Para quem é da Associação de Terminais de Transbordo estão sendo confeccionadas camisetas e bonés, para a identificação dos ambulantes. “Nós conseguimos arrecadação dos ambulantes e um patrocínio para fazermos camisetas e bonés, para que os que são legalizados, sejam identificados”, comenta a presidente da associação Custódia Gomes, conhecida como Sol.

Sol explica que somente quem vende produtos alimentícios e é da associação pode ficar no transbordo. “Eles liberaram somente para os alimentos, quem vende produto importado não pode ficar aqui, mas ficam, pois não tem aonde trabalhar. Por isso estamos correndo atrás dos diretos deles”, relata.

Ela comenta que muitos vendedores não querem entrar para à associação, pois não acreditam na promessa de legalização. "Tem gente que não quer entrar, que não acreditam que será regularizada a situação deles. Não podemos fazer nada, temos que deixar", explica a presidente.

São 109 ambulantes registrados na associação (Foto: Marcos Ermínio)
São 109 ambulantes registrados na associação (Foto: Marcos Ermínio)
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