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Capital

Mulher descobre que paga Netflix para "espertinho" há 1 ano

Vítima também estaria pagando contas de três linhas telefônicas

Por Liniker Ribeiro | 15/09/2021 15:08
Mulher descobriu pagar contas de telefone e até da empresa de streaming Netflix para "espertinho". (Foto: Kísie Ainoã)
Mulher descobriu pagar contas de telefone e até da empresa de streaming Netflix para "espertinho". (Foto: Kísie Ainoã)

Um ano de Netflix grátis! Não foi promoção, nem sorteio. Simplesmente, um espertinho saiu lucrando e, há um ano, não tem desembolsado nem um centavo para assistir à filmes, séries e documentários por ter cadastrado o débito na fatura de outra pessoa. A dona do cartão usado para pagar pelo serviço é uma moradora de Campo Grande, de 55 anos.

A vítima procurou delegacia da Capital, na tarde desta quarta-feira (15), após identificar a cobrança de valores que não condiziam com seus gastos. À polícia, a mulher revelou utilizar o cartão do banco apenas para saque, mas que percebeu cobranças telefônicas desconhecidas e também da empresa de streaming Netflix.

Segundo ela, as contas estariam sendo debitadas da fatura de seu cartão desde o mês de setembro de 2020.

No boletim de ocorrência, a mulher não especifica o valor do prejuízo, mas se calcularmos o preço pago pelo pacote  básico de streaming, que até poucos dias, custava R$ 21,90 ao mês, a dona do cartão perdeu pelo menos R$ 262,80 só com este serviço. Contas de pelo menos três linhas telefônicas também estariam no meio da cobrança.

O caso foi registrado como furto qualificado com abuso de confiança, ou mediante fraude, na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Centro.

Direitos - Para o superintendente do Procon Estadual, Marcelo Salomão, a mulher pode ter sido vítima de fraude.

"O cartão dela, provavelmente, foi vítima de estelionatários e ela vem pagando conta em nome de outros. A responsabilidade é da operadora, que deveria saber que está pagando conta que não está no nome dela. Ela pode recorrer, procurar a administradora e, se não resolver, abrir um procedimento administrativo no Procon e até na polícia", destacou.

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