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Campo Grande, Segunda-feira, 24 de Setembro de 2018

08/08/2018 16:29

Operação da polícia de MT prende mulher que emprestava conta a facção

Em Campo Grande, policiais da Deco cumpriram o mandado de prisão preventiva contra Brhenda Olliam Bispo Moreira

Geisy Garnes
Brhenda Olliam foi preso por policiais da Deco (Foto: Divulgação)Brhenda Olliam foi preso por policiais da Deco (Foto: Divulgação)

A operação Red Money - realizada nesta quarta-feira (8) pela Polícia Civil de Mato Grosso - prendeu em Campo Grande uma mulher investigada por emprestar a conta bancária para lavagem de dinheiro a uma facção criminosa que agia dentro do maior presídio do estado.

Brhenda Olliam Bispo Moreira foi presa preventivamente nesta manhã por policiais da Deco (Delegacia Especializada de Combate ao Crime Organizado), que davam apoio a operação em Mato Grosso do Sul. Segundo as investigações, a mulher cedia contas bancárias para que a facção movimenta-se as arrecadações financeiras do grupo.

No período de um ano e meio - que corresponde às datas de 1º de junho de 2016 a 18 de janeiro de 2018 - foram investigadas 44 contas. Entre operações de entrada e saída de valores foram identificadas movimentações de aproximadamente R$ 52 milhões.

Segundo a investigação da Polícia de Mato Grosso, a facção chega a arrecadar por mês cerca de R$ 170 mil e mais de 1,2 milhão por ano, com as mensalidades pagas pelos faccionados e traficantes, além de taxas de falsa segurança em comércios (extorsão de comerciantes). O grupo ainda lucrava com crimes articulados de dentro dos presídios, como roubos e furtos de veículo e agências bancárias, tráfico de drogas e estelionatos.

O dinheiro é usado no enriquecimento das principais lideranças da facção, com a compra de veículos de luxo, propriedades rurais e urbanas. A investigação apontou ainda que as mulheres desses presos mantinham uma vida de “ostentação”, bancada com o dinheiro das atividades criminosas.

No alto escalão financeiro da facção estão: Francisco Soares Lacerda, o Brasília e Jonas Souza Gonçalves Junior, vulgo Batman, dono da empresa JJ.Informática, constituída especificamente para lavagem do dinheiro das ações criminosas.

Das 94 ordens de prisão preventiva, foram cumpridas 83, entre elas a de Brhenda. Foram apreendidas ainda 58 veículos (automóveis, caminhonetes, motocicletas e caminhões), joias, R$ 51 mil em espécie e R$ 305 mil em cheques. Em Campo Grande, equipes da Deco também cumpriram mandados de busca e apreensão.




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