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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

28/09/2013 11:10

Shopping vira fantasma e lojistas tiram do bolso para não perder direitos

Lidiane Kober
De shopping, pouco restou diante da falta de público e do abandono dos lojistas (Fotos: Cleber Gellio)De shopping, pouco restou diante da falta de público e do abandono dos lojistas (Fotos: Cleber Gellio)

Dois anos depois de abrir as portas, o Shopping 26 de Agosto não caiu no gosto do campo-grandense e, sem público e abandonado, virou fantasma em pleno centro da Capital. Das 320 lojas iniciais, cerca de 20 se sustam no local com medo de perder o dinheiro investido por quebra de contrato. Sem clientes, os sobreviventes são obrigados a colocar a mão no bolso para manter os estabelecimentos abertos.

Com o sonho de crescer como lojista, Alex Naccially, 19 anos, apostou na ideia do Grupo Saad e investiu mais de R$ 30 mil em um espaço no shopping. Hoje, ele precisa tirar dinheiro da banca no Camelódramo para sustentar o outro empreendimento. “O movimento aqui é péssimo”, explicou.

Para piorar a situação, ele precisa desembolsar mensalmente R$ 1.070,00 com condomínio, IPTU e aluguel do espaço, apesar de ter pago pelo ponto. “Entrei com um processo para anular esse contrato”, contou o lojista, iludido com a promessa de movimento diário de 30 mil pessoas pelo shopping.

Funcionária de uma loja de bolsas, Bia Barbosa, 35 anos, relatou o drama da patroa. “Trabalho na casa dela, mas como precisou demitir o funcionário do comércio, venho duas vezes por semana ajudar aqui”, relatou. Segundo ela, a proprietária do espaço também tira dinheiro de outros investimentos para manter o local de portas abertas.

“Tem dias que não entra nenhum centavo”, contou. “Ela só não desmonta a estande, por medo de perder o dinheiro investido”, emendou. A esperança, relatam os comerciantes, é no sentido de o proprietário Rubens Saad conseguir vender o prédio e indenizar os sobreviventes.

Com medo de causar mal-estar com o dono do espaço, uma comerciante pediu para não ser identificada e revelou que “há uma semana não entra nenhum centavo na loja”. Ela investiu R$ 100 mil em duas estandes, dinheiro que economizou após trabalhar 10 anos no exterior.

O plano era trabalhar em uma e alugar a outra, mas o sonho não se realizou. Agora, ela, como os outros sobreviventes, vive na esperança de uma indenização. Enquanto isso, faz economia com tudo o que pode. “Trago o almoço de casa para não gastar mais”, exemplificou.

Funcionário de outra loja, David Portela de Almeida, 16 anos, disse que a estratégia para trazer um pouco de movimento ao comércio é mandar os clientes do Camelódromo ao espaço. “Como aqui tem mais produtos, sugerimos aos consumidores de lá conhecer a loja daqui”, disse.

Fracasso - Para os comerciantes, a linha popular, com produtos importados da China, espalhados em estandes não caiu no gosto dos campo-grandenses. Aliado a isso, eles creditam o fracasso ao abandono do espaço.

Os banheiros chegaram a ser fechados e, depois de reabertos, vivem sujos. Os estandes da administração também não funcionam e seguranças não são vistos pelo local. Abandonadas, lojas são cobertas por poeira e as escadas rolantes foram desligadas.

Venda – No final de março, Rubens Saad anunciou a venda do prédio por R$ 50 milhões. Ele espera atrair uma rede de supermercado para o espaço. “Torço para que seja um grande supermercado”, afirmou, à época, Rubens Saad. Para ele, o ideal seria manter as lojas no pavimento superior e o supermercado no térreo.

Com investimento de R$ 25 milhões, o shopping apostou na linha popular, com produtos importados da China. O espaço também abriga o Posto de Identificação Central de Campo Grande e uma agência dos Correios. Na inauguração, em setembro de 2011, 320 das 550 lojas funcionavam no local.



CAMPO GRANDE NÃO QUER E NÃO MERECE OUTRO CAMELÓDROMO!
ALGUMAS PESSOAS PONTUARAM CERTO: TODOS PENSAVAM QUE FOSSE SER IGUAL AO PÁTIO CENTRAL! QUEM QUISER COMPRAR PRODUTOS DA CHINA QUE VÁ AO CAMELÓDROMO, ORAS. AGORA, COMPRAR NESSE "SHOPPING" PRODUTOS DE CAMELÔ 2X MAIS CARO? QUEM É IDIOTA???
ENTÃO QUE TRANSFIRAM O CAMELÓDROMO DO ATUAL LOCAL PORQUE ALI O RISCO DE UM INCÊNDIO É ENORME NAQUELE AMONTOADO!
 
Emerson Rodrigues em 29/09/2013 16:15:40
Querem uma sugestão: transformem isso ai em um centro de alimentação, com diversos sabores e PREÇOS ACESSÍVEIS. Depois é só comemorar. TEM QUE COISA BOA, VARIADA E COM CUSTO BARATO POIS, SÃO PESSOAS DA CLASSES B, C e D que sustentarão o negócio.
 
Jorge Junior em 28/09/2013 20:03:22
Falta de planejamento dá nisso: Shopping no centro, sem estacionamento...cada uma...
 
Jorge Junior em 28/09/2013 20:00:22
PORQUE NÃO TRANSFERE O CAMELÓDROMO PARA ESTE ESPAÇO... E ACABA COM AQUELA SUJEIRA ONDE FICA HOJE?
 
CARLOS CRUZ em 28/09/2013 18:36:23
É um fato simples o que aconteceu. Eles vendiam produtos iguais aos do Camelódromo só que mais caro que lá.
 
Samuel Aguiar em 28/09/2013 17:35:45
Esse shopping já afasta pela arquitetura, uma caixa com tres buracos sem atração visual, sem iluminação que traga vida ao local, sem marketing visual. Ou seja, é a mesma coisa que colocar uma "caixa de sapatos" de papelão sem informar que ali tem sapato, o que cria demanda no comercio nem sempre é a necessidade principalmente em um shopping, conforto, diversidade e novidades isso faz a coisa dar certo...sem planejamento, a caixa vai fechar e o sapato vai apertar no calo de muitos.
 
Silvio Sousa em 28/09/2013 17:24:27
ESTE SHOPPING NÃO DEU CERTO PORQUE OS EMPRESÁRIOS PENSAM QUE SABEM TUDO E NÃO HOUVE NÓS DA PERIFERIA. COMENTARAM QUE EM C. GRANDE TERIA SHOPPING DOS RICOS E DOS POBRES. ISTO NUNCA FUNCIONOU, OS RICOS QUE EU CONHEÇO NÃO GOSTAM DE GASTAR, E OS POBRES DEIXAM DE COMER PARA ANDAR NA MODA.
 
jorge ferreira em 28/09/2013 16:02:44
O problema maior, acredito, foram os preços. Em alguma lojas os produtos eram mais caros que na 14 de julho.
 
Alcenair Nobre Costa em 28/09/2013 14:52:18
sabia desde o inicio e contra mao , fora da area ... com muita escada pra entrar .. e e pra quem ja ta saindo do centro , nao chegando . ali naquele local cabe uma casa de diversao , cinemas shouu ao vivo , restaurante noturno etc , com pista de danca e apresentacoes artisticas , como na rodoviaria antiga , com precos populares , nunca nada de altao custo ... para comerciarios etc bancarios etc ,,, dai sim decola ... e muita seguranca ... estes local esta muito marginalizado nas redondezas ... entende ne

 
ALVANI GOMES DA SILVA em 28/09/2013 14:11:43
TODO MUNDO ACHOU QUE IA SER PELO MENOS IGUAL AO PATIO CENTRAL AI FIZERAM UM CAMELÓDROMO DE LUXO TUDO CARO COM QUIOSQUES DO TAMANHO DE UM OVO SE TIVESSEM FEITO IGUAL AO PATIO ESTARIA LOTADO TODOS OS DIAS
 
CLAUDINEI BRAZ DE LIMA em 28/09/2013 12:24:49
E uma vergonha o Posto de Identificação Central de Campo Grande neste local , sujo sem acessibilidade para pessoas com deficiência as escadas rolantes nao funcionam e o elevador muitas vezes tb nao , o espaço e cara do respeito que os governantes tem com a população de puro abandono . O pior e que o preço do aluguel deve ser super faturado beneficiando uma minoria enquanto o cidadão tem atendimento de 5 quinta categoria.
 
sonia ferreira em 28/09/2013 12:17:33
Muito triste para os comerciantes, mas impossível de atrair clientes as lojas são minúsculas,se o cliente entra o vendedor tem que sair.
 
Lia Alves em 28/09/2013 11:50:21
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