Vizinho diz que mecânico morto com tiro na cabeça nunca foi de confusão
Aristóteles Onassis Tufaile morava na região há mais de 20 anos e autor alegou legítima defesa
Vizinho de Aristóteles Onassis Tufaile, 47 anos, afirmou que o mecânico nunca foi de confusão. O homem foi assassinado com tiro na cabeça e o autor Manoel Paulo Cardoso, 65 anos, alegou legítima defesa. O crime aconteceu na noite de terça-feira (20), no Bairro Jardim Batistão, em Campo Grande.
RESUMO
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Vizinho de Aristóteles Onassis Tufaile, 47 anos, disse que o mecânico, morto com tiro na cabeça na noite de terça-feira (20), no Bairro Jardim Batistão, em Campo Grande, nunca foi de confusão. O suspeito, Manoel Paulo Cardoso, 65 anos, alega legítima defesa. Ele fugiu, bateu o carro e foi preso pela Força Tática com um revólver calibre .38 sem registro. Segundo a polícia, a briga teve origem em reformas nos imóveis. O filho da vítima também foi baleado e socorrido.
Ao Campo Grande News, o morador da Rua Pará, que preferiu não se identificar, contou que era cliente de Aristóteles e o conhecia há 25 anos, bem antes de Manoel chegar ao bairro, e o mecânico era muito tranquilo.
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"Eu conheci o Ari quando ele tinha uns 22 anos. Tenho 43 hoje, ele tem 47. É a residência dele há mais de 20 anos. Ele comprou, fez a oficina dele do lado e depois o terreno da garagem onde guarda os carros dos clientes. O Aristóteles nunca foi de arrumar confusão no bairro", relatou o morador.
Durante a entrevista na manhã desta quarta-feira (21), o vizinho ainda criticou os boatos que se espalharam dizendo que Aristóteles era “briguento” e um mau profissional. "Já vi notícia dizendo coisas que não são verdade, inventando que ele era 'mau mecânico' ou 'briguento'. É fácil julgar sem conhecer a realidade da vida da pessoa. Ele era um cara tranquilo, trabalhador”, pontuou.
O morador contestou a versão de Manoel que teria dito à polícia que agiu após provocações e pedras arremessadas contra sua casa e conta que o idoso nem morava na casa apontada como “pivô” da confusão.
"O Manoel vai falar o que quiser para tentar se defender na polícia. Mas ele nem morava direito aqui, se mudou recentemente ou a casa ficava alugada. A reforma do muro já estava sendo feita há tempo, desde o ano passado. Não faz sentido esse papo de briga repentina por causa de muro", contou.
Nesta manhã, a movimentação de equipes policiais na frente da residência e da oficina de Aristóteles era acompanhada pela filha do mecânico - que não atendeu a imprensa. Um buraco que aparenta ser de projétil de arma de fogo foi identificado no portão da casa da vítima.
Caso - O crime aconteceu na Rua Pará. Segundo o boletim de ocorrência, equipe da PM (Polícia Militar) foi acionada para atender um caso de disparos de arma de fogo, no entanto, quando os policiais chegaram, Aristóteles já estava morto, com ferimento na cabeça. O filho dele também foi atingido, mas foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros.
Conforme o registro policial, Manoel e Aristóteles se desentenderam por conta de reformas nos imóveis. A esposa da vítima relatou que as discussões sobre as obras já aconteciam há algum tempo.
Após os tiros, o suspeito fugiu de carro e percorreu cerca de 7,5 quilômetros até se envolver em um acidente de trânsito na Rua Marechal Floriano. Ele foi localizado e capturado por uma equipe da Força Tática.
Durante a busca no veículo, os policiais encontraram um revólver Taurus, calibre .38, com cinco munições deflagradas. A arma foi apreendida e encaminhada para perícia.
Manoel informou aos policiais que a arma não era registrada e que a mantinha desde o período em que morava em uma chácara em Dois Irmãos do Buriti.
Manoel foi conduzido à delegacia para formalização do flagrante. A perícia técnica e a autoridade policial estiveram no local do crime para os levantamentos necessários. O caso foi registrado na Depac Cepol.



