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Campo Grande, Terça-feira, 21 de Agosto de 2018

17/11/2010 14:34

Dono de garagem foi preso em Dourados durante operação

Redação

A Polícia Federal prendeu hoje durante a operação Deserto em Dourados o dono de uma garagem de veículos, localizada em uma das principais avenidas da cidade, a Weimar Torres.

As investigações que começaram em Aruça (SP) descobriram que cocaína entrava pelo Brasil via Mato Grosso do Sul em aeronaves e caminhões, e a partir da região de Dourados seguia em carros pequenos para distribuição a estados brasileiros. A maior parte da droga, no entando, era transportada em cargas de farelo e cereais para depósitos do grupo no interior de São Paulo, principalmente, e depois seguia para Europa e África em aviões.

O nome do empresário preso em Mato Grosso do Sul não foi divulgado, mas a Polícia Federal também informou que o primeiro avião da quadrilha foi apreendido no Estado, na divisa com o Mato Grosso, no dia 1º de setembro deste ano.

Os responsáveis pela operação destacaram 4 flagrantes. Em fevereiro, um depósito foi descoberto em Aruça, onde também foram apreendidas dez granadas. Depois o avião na divisa com o Mato Grosso e na sequência outros dois depósitos.

A Polícia Federal informou que a quadrilha em dez meses mais de 2 toneladas de cocaína foram apreendidas e têm relação com o grupo que trazia da Bolívia a droga, transportava, distribuia e refinava a droga e ainda "batizava" o entorpecente com outros produtos.

O esquema era tão refinado, que a quadrilha desenvolveu um esquema eletrônico que possibilitava a abertura dos painéis dos veículos pequenos sem que fosse quebrado, apenas com um dispositivo elétrico que abria a estrutura e fechava de forma que nada aparecia nas fiscalizações da Polícia.

Já o avião apreendido em Mato Grosso do Sul, por exemplo, trazia a droga na asa e na fuselagem, também com dispositivo para que fosse aberta sem a necessidade de quebrar a estrutura.

Segundo a PF, em cada voo era possível transportar até 250 quilos da droga. Hoje uma outro avião foi apreendido em Penápolis, cidade a 474 quilômetros de São Paulo.

Também foram apreendidos 33 carros, alguns com compartimentos falsos, onde a droga também era transportada. Nesta quarta, 22 pessoas foram presas - 17 em São Paulo - e outras vinte já cumprem pena em presídios.

Inicialmente, a PF informou que a operação aconteceria em quatro estados, mas os mandados de busca e apreensão foram cumpridos em seis estados: São Paulo, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul.

Fronteira - Segundo a Polícia Federal, a quadrilha era encabeçada por um assessor parlamentar de Pereira Barreto, no interior de São Paulo, e um proprietário de revendas de automóveis na capital paulista. Os dois foram presos nessa quarta-feira.

O assessor fazia as negociações na Bolívia e também em Corumbá, com reuniões entre ele e os fornecedores, diz a PF. Em dez meses, a quadrilha movimentou 29 milhões de reais, acredita a Polícia.

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