Amigo de líder do PCC, “Bailarina” é preso após ação com drone em Aparecida
Bruno Castilho, de 38 anos, é investigado por esquema de tráfico de drogas no estado de São Paulo
Bruno Castilho, conhecido como “Bailarina”, de 38 anos, foi preso na tarde desta segunda-feira (19), em Aparecida do Taboado, a cerca de 460 quilômetros de Campo Grande. Ele estava foragido de São Paulo e foi localizado pouco depois da prisão de Kevin Lerco de Faria, de 30 anos, o “Francês”, apontado como uma das lideranças do PCC (Primeiro Comando da Capital). Os dois moravam na mesma casa no município, no leste de Mato Grosso do Sul.
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Bailarina aparece em uma investigação sobre tráfico de drogas conduzida pelo Ministério Público de São Paulo. Conforme denúncia reproduzida em decisão do STJ (Superior Tribunal de Justiça), ele teria fornecido entre 700 e 800 gramas de crack a um homem conhecido como “Cabrito”, em junho de 2016, em troca de um carro.
De acordo com a acusação, parte da droga foi posteriormente repassada a outros integrantes do grupo para comercialização. O documento cita Bruno como um dos investigados que integravam um núcleo de associação voltado ao tráfico na região de São José do Rio Preto e Mirassol, no interior paulista. Ele também teria tentado intervir em uma negociação para viabilizar a entrega de entorpecentes a outro investigado.
O caso aparece em uma decisão do STJ, de 2019, que analisou um habeas corpus apresentado em favor de Daniel Beraldi dos Santos, conhecido como “Bruxo” e “Dani”. O documento descreve acusações e elementos reunidos durante a apuração.
O mandado de prisão de Bruno foi expedido em Ribeirão Preto (SP), em 27 de agosto de 2026. Ele foi localizado em Aparecida do Taboado após o trabalho de inteligência das forças de segurança que também levou à prisão de Kevin, monitorado por drone na manhã de segunda-feira.
Bruno morava com Kevin Lerco de Faria, de 30 anos, conhecido como “Francês”, preso na manhã de segunda-feira (19), após ser monitorado por um drone da Polícia Militar. A captura ocorreu durante uma ação conjunta das forças de segurança de Mato Grosso do Sul com os setores de inteligência das polícias Civil e Militar de São Paulo.
Apontado pela Justiça como uma das lideranças do PCC (Primeiro Comando da Capital), Kevin era procurado desde novembro de 2025.
Conforme decisão judicial, investigações reuniram indícios de que ele coordenava atividades relacionadas ao tráfico de drogas, incluindo negociações sobre o armazenamento, o fracionamento e a distribuição de entorpecentes. Mensagens encontradas no celular de um investigado também indicavam ordens atribuídas a ele, além de registros de pagamentos e transações financeiras ligados à atividade criminosa.

