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Interior

Bebê de 2 meses dá entrada sem vida na UPA e polícia investiga maus-tratos

Mãe contou que saiu de casa à noite para pegar energia no vizinho e ao voltar, filha já estava sem respirar

Por Clara Farias | 06/10/2026 14:05
Bebê de 2 meses dá entrada sem vida na UPA e polícia investiga maus-tratos
Unidade de Pronto Atendimento, onde a bebê deu entrada em Corumbá (Foto: Diário Corumbaense)

A Polícia Civil investiga um possível caso de maus-tratos após uma bebê de 2 meses e 13 dias dar entrada sem vida na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Guatós, em Corumbá, a cerca de 430 quilômetros de Campo Grande. O caso aconteceu na manhã desta terça-feira (6), e a mãe da criança está na delegacia prestando depoimento. Ainda não há definição sobre uma possível prisão em flagrante.

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A Polícia Civil investiga possível caso de maus-tratos após uma bebê de 2 meses chegar sem vida à UPA Guatós, em Corumbá, na manhã desta terça-feira (6). A mãe relatou que a criança não respirava após faltar energia em casa. A médica constatou sinais cadavéricos e viu sangue na roupa da bebê. A PM, o Conselho Tutelar e a polícia foram acionados. A mãe depõe, e vizinhos e familiares são ouvidos. A perícia ocorre na residência.

Conforme apurado pela reportagem, a mãe chegou à unidade de saúde logo pela manhã, desesperada, relatando que a filha estava sem respirar. Uma enfermeira pegou a bebê no colo e a levou para a área vermelha da unidade, onde, junto com a médica, constatou que a criança já estava morta havia algum tempo e apresentava sinais cadavéricos.

As profissionais questionaram a mãe sobre o que havia acontecido. Ela relatou que, durante a noite, faltou energia elétrica na residência e que precisou sair para buscar energia na casa de um vizinho. Ao retornar, percebeu que a filha não estava respirando.

Durante a avaliação, a médica percebeu a presença de sangue na roupa da criança. Questionada novamente, a mãe disse que havia sangue na boca da bebê. Diante da situação, as profissionais suspeitaram que a morte poderia ter ocorrido de forma violenta e acionaram a PM (Polícia Militar), o Conselho Tutelar e a Polícia Civil.

A PM conduziu a mãe até a delegacia, enquanto o delegado plantonista foi até a residência onde a família mora para acompanhar a perícia. A intenção é verificar as condições do quarto onde a bebê estava e dos demais cômodos da casa.

Ainda conforme apurado pela reportagem, vizinhos e familiares estão sendo ouvidos pela polícia. Após a coleta das informações e os trabalhos de perícia, será avaliado se há elementos para uma prisão em flagrante ou outras medidas no caso.

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