Bebê ferida em acidente tem protocolo de morte encefálica iniciado
Menina de 10 meses está internada em Dourados desde colisão entre moto e caminhonete na fronteira

Uma bebê paraguaia de 10 meses internada em Dourados, município a 251 quilômetros de Campo Grande, teve iniciado o protocolo para investigação de morte encefálica após sofrer traumatismo craniano em acidente de trânsito ocorrido na noite de quarta-feira (29), na rodovia PY-05, em Pedro Juan Caballero, cidade paraguaia vizinha a Ponta Porã. A criança estava na motocicleta conduzida pelo pai quando o veículo foi atingido por uma caminhonete.
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A menina foi socorrida em estado grave e transferida para o HU (Hospital Universitário) de Dourados. Além do traumatismo craniano, ela sofreu fratura na perna esquerda. Diante da gravidade do quadro neurológico, a equipe médica iniciou o protocolo para confirmar ou descartar a morte encefálica.
Os pais da criança também ficaram feridos. O pai, de 25 anos, teve fratura na perna esquerda. Já a mãe, também de 25 anos, sofreu fraturas expostas nas duas pernas, perdeu parte de um dos membros inferiores e teve fratura no púbis. Ela permanece internada em estado grave em um hospital de Dourados.
Conforme a imprensa paraguaia, a família seguia pela rodovia General Bernardino Caballero (PY-05) quando a motocicleta foi atingida por uma caminhonete Maxus T60 conduzida por um brasileiro de 36 anos, morador de Ponta Porã.
Em depoimento às autoridades paraguaias, o motorista afirmou que a motocicleta havia sido atingida de raspão por um caminhão momentos antes da colisão. Segundo ele, o primeiro impacto fez o condutor perder o controle da direção e invadir a pista da caminhonete, sem tempo para evitar o acidente.
O brasileiro realizou teste do bafômetro, que não apontou consumo de álcool. Ele foi liberado e, posteriormente, prestou novo depoimento ao Ministério Público do Paraguai. Até o momento, não há informações sobre a identificação do caminhão citado pelo motorista.
Saiba mais - O protocolo de morte encefálica é um procedimento médico utilizado para verificar se houve perda completa e irreversível das funções do cérebro. O início da investigação não confirma o diagnóstico.
Para a conclusão, são necessárias avaliações clínicas realizadas por médicos habilitados, além de exame complementar que comprove a ausência de atividade cerebral. Somente após o cumprimento de todas as etapas previstas é possível declarar a morte encefálica.

