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Interior

Discussão termina com homem morto depois de esposa incendiar colchão

Vítima teve queimaduras de terceiro grau; suspeita foi ouvida e liberada

Por Gustavo Bonotto | 07/10/2026 20:03
Discussão termina com homem morto depois de esposa incendiar colchão
Vista aérea de Santa Rita do Pardo, município de 8 mil habitantes, a 245 quilômetros de Campo Grande. (Foto: Guilherme Leão/Cenário MS)

Geraldo Justino da Silva, de 71 anos, morreu depois de sofrer queimaduras de terceiro grau em um incêndio provocado no colchão do quarto onde dormia com a esposa, de 63 anos, na madrugada de sábado (3), em Santa Rita do Pardo, a 245 quilômetros de Campo Grande. Ela foi ouvida pela polícia e liberada.

RESUMO

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Geraldo Justino da Silva, de 71 anos, morreu após sofrer queimaduras de terceiro grau em um incêndio no colchão do quarto onde dormia, na madrugada de sábado (3), em Santa Rita do Pardo, a 245 km de Campo Grande. A esposa, de 63 anos, disse à polícia que ateou fogo durante uma discussão, após o casal beber. Ele foi transferido à Capital e morreu. Ela foi ouvida e liberada. A Polícia Civil registrou homicídio qualificado.

Segundo registro policial obtido pelo Campo Grande News nesta quarta-feira (7), a mulher afirmou que ateou fogo no colchão durante uma discussão do casal.

O caso ocorreu por volta da 1h, em uma casa na Rua Reni Campos de Araújo, região central da cidade. A mulher relatou à polícia que os dois haviam ingerido bebida alcoólica antes do desentendimento.

De acordo com o site Cenário MS, ela permaneceu sentada em uma cadeira depois de colocar fogo no colchão. Familiares ajudaram no socorro de Geraldo, que sofreu queimaduras de terceiro grau em várias partes do corpo.

O homem foi levado ao Hospital Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em Santa Rita do Pardo, onde precisou ser intubado. Devido à gravidade dos ferimentos, ele foi transferido para Campo Grande, mas morreu depois de dar entrada na Santa Casa.

A mulher também recebeu atendimento médico devido a um corte profundo na cabeça. No hospital, disse aos policiais que não havia sido agredida pelo marido e os dois apenas discutiram. Ela afirmou ainda que não teve intenção de matar ou ferir Geraldo.

A Polícia Civil registrou o caso como homicídio qualificado por uso de fogo.