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Fuzileiro naval é baleado na nuca em roubo de carro e colega vai preso

Suspeitos pretendiam levar veículo para a Bolívia; vítima conseguiu pedir ajuda após ser atingida

Por Bruna Marques | 11/06/2026 06:38
Fuzileiro naval é baleado na nuca em roubo de carro e colega vai preso
Arma, munições e celulares apreendidos com os suspeitos (Foto: Divulgação / PMMS)

Fuzileiro naval de 24 anos foi atingido por um disparo na nuca durante o roubo do próprio carro, na madrugada desta quinta-feira (11), em Corumbá, a 428 quilômetros de Campo Grande. Três jovens foram presos, entre eles Davi Batista Santos, de 21 anos, que também integra a Marinha. Os outros envolvidos são Claudio Victor Gutierrez de Lima, de 23 anos, e Clayton Orlando Mendoza Yanez, de 18 anos.

RESUMO

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Um fuzileiro naval de 24 anos foi baleado na nuca durante o roubo de seu carro em Corumbá, no Mato Grosso do Sul. O principal suspeito é Davi Batista Santos, de 21 anos, também fuzileiro naval, que pediu carona à vítima antes de rendê-la com um revólver. Outros dois homens participaram do crime e receberiam mil reais cada. Os três foram presos e o veículo recuperado. O caso foi registrado como tentativa de homicídio e roubo.

A vítima foi levada à UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Guatós, onde passou por exames. A equipe médica constatou que havia um projétil alojado na região da nuca. Mesmo ferido, o fuzileiro estava consciente, orientado e conseguiu relatar o que havia acontecido.

Conforme consta no boletim de ocorrência, a vítima estava em seu alojamento quando Davi Batista Santos, também fuzileiro naval, pediu uma carona. O militar aceitou e dirigiu até o local indicado. Ao entrar no carro, um Chevrolet Ônix prata, Davi sentou no banco do passageiro, retirou a chave da ignição, sacou um revólver que carregava na cintura e rendeu a vítima, mandando que ela fosse para o banco traseiro e mantivesse a cabeça abaixada.

Em seguida, outros dois homens entraram no veículo. O grupo saiu do local e, inicialmente, pretendia seguir para as proximidades da estrada de Bocaina. Durante o trajeto, um dos envolvidos comentou que havia presença de equipes de segurança na região. Por isso, o destino foi alterado para uma rua de terra nos fundos do Residencial Flamboyant III.

No local, Davi retirou a vítima do carro, colocou o fuzileiro no chão e atirou contra ele na região da nuca. Depois, fugiu com os demais envolvidos levando o veículo.

Mesmo ferida, a vítima conseguiu caminhar até uma conveniência próxima, onde pediu ajuda. Populares a levaram até a UPA Guatós para atendimento médico.

Com as informações sobre a placa do veículo e a identificação de Davi, equipes iniciaram buscas pelos envolvidos e pelo carro. Como havia suspeita de tentativa de travessia para a Bolívia, a informação também foi repassada ao Posto Fiscal Esdras.

Davi foi encontrado em uma lanchonete na Rua 14 de Março, em Ladário, enquanto consumia bebida alcoólica. Ao ser questionado, negou envolvimento no crime. Com ele, foi encontrada apenas a chave de seu veículo.

No carro de Davi, dentro do porta-luvas, foi localizado um revólver calibre .22, marca Rossi, com uma munição deflagrada, uma munição intacta e quatro munições percutidas no tambor. Também foram encontrados cerca de 10,4 gramas de skunk.

Ainda no veículo estavam três colares com pingentes, dois anéis de caveira, um relógio da marca Seculus Automatic, um soco inglês, três pulseiras, um par de brincos e uma fita-crepe. Segundo relato posterior de Claudio Victor Gutierrez de Lima, a fita serviria para amarrar a vítima.

Davi resistiu ao ser colocado na viatura e foi contido. Ele teve escoriações nos dois pulsos, no cotovelo esquerdo e no braço direito.

O veículo da vítima foi recuperado no Posto Fiscal Esdras, ocupado por Claudio Victor Gutierrez de Lima e Clayton Orlando Mendoza Yanez. Os dois também foram levados para a Delegacia de Polícia Civil de Corumbá.

Durante o registro do caso, Clayton e Claudio relataram que receberiam R$ 1 mil cada pela participação no crime. Segundo eles, Clayton atuaria como guia na Bolívia, enquanto Claudio ficaria responsável por atravessar o veículo para o país vizinho.

Os dois também disseram que o plano inicial era manter a vítima amarrada com fita crepe. Conforme o relato, Davi teria mudado o plano por conta própria e tentado matar o fuzileiro naval. Mesmo depois do disparo, os envolvidos mantiveram a intenção de levar o carro roubado para a Bolívia.

Questionado sobre a origem da droga encontrada em seu veículo, Davi afirmou que havia comprado a substância na barbearia de Claudio. Ele também relatou que essa não teria sido a primeira vez que os dois fizeram esse tipo de parceria.

O caso foi comunicado ao supervisor de dia, da Polícia Militar, porque Davi e a vítima são fuzileiros navais subordinados ao graduado. A vítima foi internada na Santa Casa Municipal.

Os três envolvidos foram apresentados à autoridade responsável, que decidiu pela prisão em flagrante dos suspeitos. O caso foi registrado como tentativa de homicídio, porte ilegal de arma de fogo, associação criminosa, roubo e resistência.

A Marinha do Brasil, por meio do Com6ºDN (Comando do 6º Distrito Naval), informou que tomou conhecimento da ocorrência policial envolvendo um fuzileiro naval lotado no 3º Batalhão de Operações Ribeirinhas.

Segundo a instituição, o militar recebe apoio dos meios disponíveis pelo Com6ºDN, e o estado de saúde dele é monitorado continuamente.

A Marinha também informou ter ciência do relato encaminhado às forças de segurança sobre o suposto envolvimento de outro militar no crime. O Com6ºDN afirmou que colabora com os órgãos responsáveis pela investigação, no âmbito da Justiça competente, para a apuração dos fatos.

Matéria atualizada às 10h52 para acréscimo da nota da Marinha do Brasil.

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