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Homem investigado por homicídio morre durante abordagem do Choque

Suspeito respondia por duas tentativas de assassinato e já havia sido condenado por posse ilegal de arma

Por Bruna Marques e Helio de Freitas, de Dourados | 16/10/2026 07:18
Homem investigado por homicídio morre durante abordagem do Choque
Revólver calibre .38 apreendido durante a ocorrência atendida pelo Batalhão de Choque em Maracaju (Foto: Divulgação)

Edilson Gonçalves Vilhalba, de 38 anos, morreu na madrugada desta sexta-feira (16), durante uma ação do Batalhão de Choque da Polícia Militar na Rua Rosalva Fraga Santos, no bairro Vila Prateada, em Maracaju, a 159 quilômetros de Campo Grande.

RESUMO

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Edilson Gonçalves Vilhalba, de 38 anos, morreu na madrugada de sexta-feira (16), em Maracaju, durante confronto com a Polícia Militar, com apoio do Batalhão de Choque. Ele respondia por duas tentativas de homicídio qualificado, em 2013, e aguardava julgamento pelo Tribunal do Júri. Também havia sido condenado por porte ilegal de arma e preso em 2011 como suspeito de matar Alexandre Marques da Silva. Detalhes do confronto não foram divulgados.

Conforme apurado pelo Campo Grande News, Edilson foi socorrido e levado ao Hospital Soriano Corrêa da Silva, mas não resistiu aos ferimentos. Posteriormente, o corpo foi encaminhado ao Imol (Instituto de Medicina e Odontologia Legal).

Na ocorrência, foram apreendidos um revólver calibre .38, 15 munições do mesmo calibre, um jet loader, dispositivo utilizado para recarregar rapidamente revólveres e quatro tabletes de maconha, que totalizaram 2,685 quilos.

Segundo o boletim de ocorrência, os policiais foram até o imóvel após receberem uma denúncia anônima sobre possível venda de drogas. No local, a equipe avistou Edilson armado em frente à residência.

Ao perceber a aproximação dos militares, Edilson efetuou disparos contra a equipe e fugiu pelos telhados das casas localizadas nos fundos do imóvel. Os policiais realizaram um cerco e conseguiram encontrá-lo sobre um telhado, ainda com o revólver em punho.

Homem investigado por homicídio morre durante abordagem do Choque
Munições apreendidas pela equipe policial durante a ação (Foto: Divulgação)

Os militares deram ordem de parada, mas Edilson teria avançado contra a equipe, mantendo a situação de ameaça. Diante disso, os policiais efetuaram disparos para conter a agressão. Após ser atingido, ele foi desarmado e socorrido.

Durante as buscas na residência, os policiais encontraram tabletes de maconha e uma motocicleta Honda preta. Segundo informações preliminares citadas no registro, o veículo seria utilizado para a comercialização de drogas e também teria sido empregado em homicídios registrados no município.

A perícia técnica foi acionada para realizar os procedimentos no local. O coordenador do patrulhamento do Batalhão de Choque também se deslocou para acompanhar a ocorrência e tomar as providências relacionadas à Polícia Judiciária Militar.

A ação foi realizada por policiais do Batalhão de Choque da Polícia Militar, no âmbito da Operação Protetor das Divisas e Fronteiras. A ocorrência foi registrada por suspeita de pertencimento a organização criminosa, tráfico de drogas, porte ilegal de arma de fogo, desobediência e resistência. Também foram registrados os crimes de homicídio decorrente de oposição à intervenção de agente legal do Estado e tentativa de homicídio.

Homem investigado por homicídio morre durante abordagem do Choque
Motocicleta encontrada pelos policiais no imóvel durante as diligências (Foto: Divulgação)

Processos - Edilson respondia a uma denúncia do Ministério Público de Mato Grosso do Sul por duas tentativas de homicídio qualificado, em um caso registrado na madrugada de 3 de novembro de 2013, no Bar do Justino, no bairro Cambaraí, em Maracaju. O processo estava na fase de preparação para julgamento pelo Tribunal do Júri.

Conforme a denúncia, após um desentendimento anterior com uma das vítimas, Edilson teria ido ao estabelecimento acompanhado de outro homem. Os dois teriam efetuado disparos contra dois irmãos, atingidos nas coxas.

Segundo o Ministério Público, os crimes teriam sido motivados por vingança. A acusação também apontou que os disparos em um local público colocaram outras pessoas em risco. Edilson foi denunciado por duas tentativas de homicídio qualificado, por motivo torpe e pelo emprego de meio que poderia resultar em perigo comum.

Em outro caso, Edilson foi condenado a dois anos de reclusão por porte ilegal de arma de fogo de uso permitido. O episódio ocorreu na madrugada de 26 de maio de 2013, na Praça Central de Maracaju.

Homem investigado por homicídio morre durante abordagem do Choque
Revólver encontrado próximo à parede de um imóvel, onde também há marcas de sangue após a ocorrência policial (Foto: Divulgação)

Segundo a denúncia, policiais militares faziam patrulhamento quando receberam informação sobre um homem armado no local. Durante a abordagem, encontraram com Edilson uma pistola calibre 765 e 14 munições intactas.

Conforme a sentença, ele confirmou que portava a arma e não tinha registro nem autorização para mantê-la. A Justiça fixou a pena em dois anos de reclusão, em regime inicial semiaberto, além de dez dias-multa. A decisão permitiu que ele recorresse em liberdade.

No dia 15 de agosto de 2011, Edilson foi preso suspeito de matar Alexandre Marques da Silva, de 26 anos. O crime ocorreu três dias antes, após uma discussão entre a vítima e um dos suspeitos. Na ocasião, Claiton Lampert, apontado como comparsa de Edilson, também foi detido.

Durante buscas na casa dos suspeitos, os policiais encontraram a arma que teria sido utilizada no homicídio. Os dois foram indiciados por homicídio qualificado por motivo fútil.

Conforme as informações da ocorrência, após a discussão, um dos suspeitos sacou a arma e atirou contra Alexandre. Populares ainda tentaram levar a vítima ao hospital, mas ela não resistiu aos ferimentos e morreu antes de receber atendimento médico.

Homem investigado por homicídio morre durante abordagem do Choque
Tabletes de maconha apreendidos por policiais do Batalhão de Choque (Foto: Divulgação)

Além dos casos já citados, o histórico policial de Edilson reúne registros de ocorrências desde 2007. Em 2007, ele aparece como testemunha em um caso de ameaça e vias de fato. Em 2010, consta como autor/vítima em uma ocorrência de vias de fato.

Em 2012, há registros relacionados à condução de veículo sem habilitação, com perigo de dano, embriaguez ao volante e entrega de veículo a pessoa sem condições de conduzi-lo com segurança.

Já em 2013, o histórico inclui uma ocorrência de averiguação de suspeito. Os registros mencionados incluem autuações em flagrante em casos de porte ilegal de arma de fogo.

Matéria editada às 8h46 para acréscimo de informações.

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