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Interior

Integrantes do PCC são presos após chacina com 4 mortos na fronteira

Por Adriano Fernandes e Helio de Freitas | 26/11/2020 20:54
Da esquerda para direita, Freddy Osmar Sanabria Cáceres e Elio Balvino Ovelar Espinoza. (Foto: Ultima Hora)
Da esquerda para direita, Freddy Osmar Sanabria Cáceres e Elio Balvino Ovelar Espinoza. (Foto: Ultima Hora)

Dois integrantes da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) foram presos nesta quinta-feira (26), durante as investigações sobre as execuções dos quatro homens encontrados enterrados em uma cova rasa na zona rural de Pedro Juan Caballero, cidade paraguaia vizinha de Ponta Porã (MS), a 323 km de Campo Grande.

Elio Balvino Ovelar Espinoza, conhecido como “Titã”, de 46 anos, e Freddy Osmar Sanabria Cáceres, de 33 anos, estavam em uma caminhonete modelo Toro blindada e teriam furado bloqueio na saída de Pedro Juan Caballero. Eles foram perseguidos até próximo colônia Estrella e detidos.

A polícia paraguaia não descarta a possibilidade da dupla ter participado da chacina, contudo, ainda não há indícios suficientes para afirmar que eles são suspeitos do caso.

Ao portal Ultima Hora o delegado Feliciano Martínez do Departamento de Investigações de Amambay , revelou que Ovelar Espinoza tem várias passagens pela polícia, dentre crimes como homicídio doloso, agressão e roubo qualificado.  Já Sanabria Cáceres também tem um longo histórico de roubos, violência familiar e outros crimes. Com a dupla os policiais também apreenderam uma pistola calibre 9 milímetros.

Chacina - Dois sobrinhos do empresário Fahd Jamil, o “Rei da Fronteira”, estão entre os quatro homens executados e enterrados em uma cova rasa na zona rural de Pedro Juan Caballero. Muriel Correia era filho de Clerio Carlos Corrêa, irmão da segunda mulher de Fahd Jamil, Cledina Correia.

O outro parente de Fahd seria Riadi Salem, neto de Maria Nilva, outra irmã de Cledina. Os outros dois corpos seriam de Felipe Bueno, morador em Ponta Porã, e Cristián Gustavo Torales.  As vítimas foram sequestradas na noite de segunda-feira (23) enquanto estavam no cassino Guarani, na Linha Internacional com Ponta Porã.

De acordo com a Polícia Nacional, os quatro foram torturados e executados com tiros de fuzil na cabeça.

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