Monitor escolar é afastado das funções após denúncias de alunas
Servidor está proibido de se aproximar de uma das vítimas e de manter contato presencial ou digital
A Justiça afastou das atividades escolares um monitor da rede municipal de ensino de Novo Horizonte do Sul, a 320 quilômetros de Campo Grande. A decisão aconteceu após pedido do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), que também determinou medidas protetivas para a adolescente de 13 anos.
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A determinação proíbe o servidor de se aproximar da vítima. Conforme a apuração, que corre sob sigilo, o pedido foi protocolado pelo promotor de Justiça Allan Thiago Barbosa Arakaki, titular da 2ª Promotoria de Ivinhema, após a estudante relatar condutas do monitor que lhe causaram constrangimento, medo e sentimento de insegurança no ambiente escolar.
No decorrer do levantamento inicial, uma segunda aluna também relatou ter passado por situação semelhante com o mesmo funcionário. Diante das denúncias e do acesso direto do investigado a crianças e adolescentes, o Ministério Público defendeu a necessidade de intervenção imediata para resguardar a integridade física e psicológica das alunas.
A Justiça então acolheu os pedidos e determinou o afastamento cautelar do monitor de suas funções. O investigado está proibido de se aproximar da adolescente, de familiares dela e de testemunhas a uma distância mínima de 200 metros, além de não poder manter nenhum tipo de contato, seja presencial ou digital.
Os órgãos de segurança pública, a assistência social e a direção da escola foram notificados para acompanhar a rotina e fiscalizar o cumprimento das ordens judiciais. O processo segue em apuração.
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