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Interior

Operação mira policiais penais acusados de facilitar entrada de droga na PED

Gaeco cumpre 10 mandados em MS e no PR contra esquema que também levava celulares a presos usando drones

Por Helio de Freitas, de Dourados | 21/10/2026 09:26
Operação mira policiais penais acusados de facilitar entrada de droga na PED
Agentes do Gaeco durante buscas na Penitenciária Estadual de Dourados (Foto: Divulgação)

Policiais penais investigados por suspeita de facilitar a entrada de drogas, celulares e outros materiais proibidos na PED (Penitenciária Estadual de Dourados) estão entre os alvos da Operação Colete de Troia, deflagrada nesta quarta-feira (21) pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado). O esquema teria a participação de presos e pessoas de fora da unidade.

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O Gaeco deflagrou nesta quarta-feira (21) a Operação Colete de Troia contra policiais penais suspeitos de facilitar a entrada de drogas, celulares e outros itens proibidos na Penitenciária Estadual de Dourados. Foram cumpridos 10 mandados de busca em Dourados, Ivinhema, Rio Brilhante e Paranavaí (PR). O grupo, com presos e pessoas de fora, teria usado drones. A apuração começou em 2024. Fotos mostram dinheiro apreendido.

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Ao todo, foram expedidos 10 mandados de busca e apreensão para cumprimento em Mato Grosso do Sul e no Paraná. As buscas ocorrem em Dourados, Ivinhema, Rio Brilhante e Paranavaí (PR). As buscas ocorreram inclusive na penitenciária de Dourados.

A investigação aponta que servidores da penitenciária teriam utilizado o acesso privilegiado proporcionado pelos cargos para permitir ou facilitar a entrada dos produtos, posteriormente distribuídos, vendidos ou consumidos dentro do presídio.

O esquema também teria utilizado drones para transportar materiais proibidos até a unidade prisional. Conforme a investigação, a atuação dos policiais penais ocorria em conjunto com detentos e outras pessoas envolvidas no fornecimento dos produtos.

As investigações começaram em meados de 2024 e identificaram indícios de uma organização criminosa que se aproveitava da estrutura de segurança da própria penitenciária para abastecer o comércio ilegal dentro da unidade.

Segundo o MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), os policiais penais investigados teriam agido de forma contrária às obrigações dos cargos, utilizando a confiança e as atribuições profissionais para favorecer a circulação de materiais proibidos.

A suspeita é de que o grupo não apenas permitia a entrada dos produtos, mas também participava da logística para que chegassem aos presos. A investigação abrange drogas, aparelhos celulares e outros objetos cuja entrada é proibida no estabelecimento penal.

Entre os locais onde os mandados foram cumpridos está a residência de uma advogada. A diligência foi acompanhada por um representante da OAB-MS (Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Mato Grosso do Sul).

O Ministério Público não informou quantos policiais penais são investigados, quais funções exerciam na penitenciária ou se houve prisões durante a operação. Também não foram detalhados os materiais apreendidos nas buscas, mas entre as fotos distribuídas estão imagens de valores em espécie.

Operação mira policiais penais acusados de facilitar entrada de droga na PED
Dinheiro apreendido durante buscas na operação desta quarta-feira (Foto: Divulgação)

Operação

O nome Colete de Troia faz referência à história do Cavalo de Troia, da mitologia grega, em que soldados conseguiram entrar em uma cidade inimiga escondidos em uma estrutura de madeira.

Na investigação, a referência está relacionada à suspeita de que servidores encarregados de impedir a entrada de produtos proibidos tenham utilizado justamente essa posição para facilitar a atuação do crime organizado dentro da penitenciária.

A operação conta com a participação do Batalhão de Choque da PM (Polícia Militar), do Cope (Comando de Operações Penitenciárias), da Gerência de Inteligência Penitenciária e da Corregedoria da Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário). O Gaeco do Paraná também presta apoio às diligências naquele estado.

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