Líder do CV, Vanessa tinha como missão dar credibilidade às ações no interior
Vanessa Thiel de Almeida, de 19 anos, se apresentava como esposa de um rapaz para alugar casas por aplicativo

Para dar credibilidade ao esquema de migração do Comando Vermelho pelo interior de Mato Grosso do Sul, Vanessa Thiel de Almeida, de 19 anos, era responsável pela logística do grupo suspeito de envolvimento em uma disputa territorial do tráfico de drogas.
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Vanessa Thiel de Almeida, de 19 anos, era responsável pela logística de um grupo suspeito de participar de disputa territorial do tráfico em Mato Grosso do Sul, segundo a Polícia Militar. Ela alugava casas usadas como esconderijo após atentados em Cassilândia, Maracaju, Chapadão do Sul e Sidrolândia, onde fingia ser casal com um integrante. Em abordagem nesta sexta-feira (9), em Sidrolândia, ela, Jonas Gabriel de Sales e dois adolescentes morreram baleados. Quatro armas foram apreendidas.
Além de Vanessa, Jonas Gabriel de Sales e dois adolescentes, de 17 e 16 anos, morreram após serem baleados durante uma abordagem policial em Sidrolândia, a cerca de 70 quilômetros de Campo Grande, nesta sexta-feira (9).
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Segundo o comandante do Batalhão de Choque da Polícia Militar, major Cleyton da Silva Santos, a jovem organizava o aluguel de casas usadas como esconderijo após atentados em diferentes cidades do Estado. O grupo passou por Cassilândia, Maracaju, Chapadão do Sul e Sidrolândia. A estratégia era alugar imóveis, cometer os atentados e permanecer escondido até definir o próximo destino. A presença de Vanessa facilitava a locação das casas, já que ela e um dos integrantes se apresentavam como um casal.
“É muito mais fácil quando você tem uma mulher para poder locar, porque eles faziam da seguinte forma: chegavam como uma situação de casal. A Vanessa e mais um fingiam que era um casal e acabavam tendo um pouco mais de credibilidade para fazer a locação de algum imóvel”, explicou o comandante.
Segundo o major, Vanessa era responsável por organizar a estrutura necessária para a atuação do grupo, incluindo a obtenção de armas e a preparação dos locais onde os integrantes se escondiam. A casa onde os quatro foram encontrados em Sidrolândia também estava sob responsabilidade dela.
“Qual era a missão dos criminosos ali? Vir e cometer os atentados, cometer essa disputa territorial, demonstrar força e depois voltavam e se homiziavam nos locais onde a Vanessa havia organizado e preparado a receptividade”, afirmou.

O comandante relatou que a movimentação dos suspeitos vinha sendo monitorada, mas a troca constante de cidades dificultava o trabalho policial. A abordagem em Sidrolândia ocorreu durante uma operação integrada com a Polícia Civil, após as equipes receberem informações sobre mandados de prisão e de busca e apreensão contra integrantes do grupo.
Durante a entrada no imóvel, segundo a versão apresentada pelo major, os policiais foram recebidos a tiros em diferentes cômodos. Os disparos atingiram o escudo balístico utilizado pela equipe, e os militares reagiram. Os quatro suspeitos foram baleados e socorridos com vida ao hospital da cidade, mas não resistiram aos ferimentos.
No local, foram apreendidas quatro armas de fogo, entre elas duas armas de calibre .38 e uma pistola que, conforme o comandante, era utilizada por Vanessa. O major afirmou que a jovem também teria efetuado disparos contra os policiais durante a ação.
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