Policial civil, alvo de operação contra “Máfia do Pix”, é afastada das funções
A investigadora Cristina Rosa Gomes de Carvalho teve a prisão preventiva decretada pela Justiça

A investigadora Cristina Rosa Gomes de Carvalho foi compulsoriamente afastada de suas funções no quadro da Sejusp (Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública). A servidora foi alvo de mandado de prisão preventiva durante a segunda fase da Operação Dirty Pix, deflagrada no dia 7 de outubro em Sidrolândia, a 71 quilômetros de Campo Grande.
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A investigadora Cristina Rosa Gomes de Carvalho foi afastada compulsoriamente da Sejusp após ser alvo de prisão preventiva na segunda fase da Operação Dirty Pix, realizada em 7 de outubro em Sidrolândia. A medida, assinada pelo corregedor-geral da Polícia Civil, foi publicada no Diário Oficial e prevê recolhimento de arma e carteira funcional. A operação apura desvios superiores a R$ 18 milhões em convênios de um hospital e prendeu também o presidente da entidade e um assessor político.
Assinada pelo corregedor-geral da Polícia Civil, Delegado Clever José Fante Esteves, a determinação foi publicada no Diário Oficial do Estado nesta terça-feira (13) e suspende ainda as senhas e logins e as férias da servidora. Além do recolhimento da arma, carteira funcional e demais pertences do patrimônio público usados na função policial.
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Lotada na Delegacia de Polícia de Sidrolândia, a policial teve o mandado de prisão preventiva expedido pela Vara do Juiz de Garantias da Comarca de Campo Grande.
Máfia do Pix – Conduzida pelo Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção), com apoio do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) e da 3ª Promotoria de Justiça de Sidrolândia, a ação investiga um esquema de corrupção e desvio de verbas públicas, apelidado de "Máfia do Pix", que ultrapassa R$ 18 milhões em convênios mantidos pela Sociedade Beneficente Dona Elmíria Silvério Barbosa, entidade responsável pelo hospital de Sidrolândia.
Além da investigadora, a operação prendeu preventivamente o presidente do hospital, Jacob Meeuvis Breure, e o assessor político Júlio César Alves da Silva. As investigações apontam fraude em planos de trabalho, superfaturamento na compra de insumos, equipamentos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) móvel e obras de reforma, além do direcionamento de contratos e posterior redistribuição de propinas por meio de transferências bancárias via Pix a agentes políticos e intermediários.
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