Suspeito armado é morto pelo Choque em Corumbá, o 5º em 6 dias
Ações de policiais militares no município resultaram na morte de cinco homens em menos de uma semana

Marlon de Souza Silva, 42 anos, morreu após trocar tiros com policiais do Batalhão de Choque, na madrugada desta segunda-feira (6), em Corumbá, a 428 quilômetros de Campo Grande. De quarta-feira até hoje, com este caso, cinco homens foram mortos em ações envolvendo equipes do Choque e do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais), no município.
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Marlon de Souza Silva, 42 anos, morreu em confronto com policiais do Batalhão de Choque na madrugada desta segunda-feira (6), em Corumbá. Ele é o quinto homem morto em confrontos com o Choque e o Bope desde a morte do soldado Marcelo Pimenta, baleado por fuzil em abordagem na última terça-feira (30). Com Marlon, foram apreendidos revólver calibre .38, fuzil e 3,245 kg de maconha.
A sequência de mortes começou após o assassinato do soldado da Polícia Militar Marcelo Pimenta da Silva, baleado por tiro de fuzil durante uma abordagem na noite de terça-feira (30). Além de Marlon, também morreram Everton da Silva Viana, Rubens Zilo Neto, Luis David Justiniano Flores, de 29 anos, e Alixberto Vasquez Corrales, de 32 anos, conhecido como “Coiote”.
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De acordo com o boletim de ocorrência, Marlon morreu durante a Operação Jovem Guerreiro. Equipes do Batalhão de Choque, em apoio ao efetivo do 6º Batalhão de Polícia Militar, faziam ações de patrulhamento em Corumbá, com foco no enfrentamento a organizações criminosas.
Por volta das 23h50, a equipe do Choque estava em bloqueio na BR-262, perto do km 760, quando viu um Renault Duster preto. Os militares deram ordem de parada com sinais luminosos, sonoros e lanternas. O motorista reduziu a velocidade, mas acelerou quando os militares se aproximaram.
Depois de percorrer um trecho da rodovia, o condutor parou o veículo no acostamento, desceu e correu em direção à vegetação às margens da BR-262. Conforme o registro, o comandante da equipe desembarcou, identificou-se e ordenou que ele parasse. Ainda segundo a versão apresentada, Marlon atirou contra os militares, e o comandante revidou.
Marlon foi atingido, caiu no chão e ainda apresentava sinais vitais. Ele foi socorrido e levado ao Pronto-Socorro da Santa Casa de Corumbá, onde recebeu atendimento médico. Apesar dos procedimentos, a morte foi confirmada na sequência.
O local foi preservado para os levantamentos necessários. A Polícia Civil e a Perícia Criminal foram comunicadas sobre a ocorrência.

Durante o caso, foi apreendido um revólver calibre .38, de cor preta, com capacidade para seis munições. A arma estava com duas munições deflagradas, três picotadas e uma intacta. Também foi apreendido um fuzil com um carregador contendo cinco munições.
Na vistoria feita no Renault Duster, foi localizada atrás do banco do motorista uma mochila azul com maconha. O material foi pesado e totalizou 3,245 quilos.
O veículo, a droga apreendida e a CNH (Carteira Nacional de Habilitação) de Marlon foram encaminhados à 1ª Delegacia de Polícia Civil de Corumbá. Os demais materiais apreendidos ficaram sob responsabilidade da Polícia Judiciária Militar para os procedimentos legais.
Outros mortos - Everton da Silva Viana, 41 anos, foi apontado como um dos suspeitos da morte do soldado Marcelo Pimenta da Silva. Ele e Rubens Zilio Neto foram presos pela Polícia Boliviana após atravessarem a fronteira. Everton morreu durante uma ação policial, após tentar tomar a arma de um agente. Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu.
Rubens Zilio Neto, 35 anos, também era apontado como suspeito de participação na morte do soldado Marcelo Pimenta da Silva. Ele estava preso desde quarta-feira e era levado para um presídio em Campo Grande quando foi morto na BR-262. O disparo partiu de uma área de mata próxima a um posto onde a escolta havia parado para trocar um pneu. Até o registro da ocorrência, o autor não havia sido localizado.
Luis David Justiniano Flores, 29 anos, e Alixberto Vasquez Corrales, 32 anos, conhecido como “Coiote”, os dois, de nacionalidade boliviana, morreram no domingo (5). Eles foram localizados durante a Operação Jovem Guerreiro após denúncia sobre transporte de drogas para Campo Grande. A versão divulgada pela Polícia Militar aponta que os dois desceram de um veículo e atiraram contra os policiais. Dois revólveres calibre .38 foram apreendidos. Ambos tinham antecedentes por tráfico e eram investigados por possível vínculo com organização criminosa.
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