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Interior

Taxa de iluminação injeta R$ 9,5 milhões, mas bairros continuam no escuro

Ministério Público instaurou inquérito para investigar falhas na manutenção da iluminação pública de Dourados

Por Helio de Freitas, de Dourados | 15/08/2018 10:37
Rua iluminada ao lado da feira central, mas nos bairros escuridão impera, denuncia MP (Foto: Helio de Freitas)
Rua iluminada ao lado da feira central, mas nos bairros escuridão impera, denuncia MP (Foto: Helio de Freitas)

A escuridão em vários bairros por falta de manutenção da iluminação pública está tirando o sono de muitos moradores de Dourados, cidade a 233 km de Campo Grande. Tem região da cidade com lâmpadas queimadas há pelo menos dez meses, segundo o Ministério Público.

Mesmo arrecadando R$ 9,5 milhões de janeiro até o dia 15 deste mês com a taxa cobrada nas contas de energia elétrica, segundo o portal da transparência, a prefeitura não consegue fazer a manutenção necessária.

Nesta terça-feira (14), a 16ª Promotoria de Justiça de Dourados instaurou um inquérito civil para apurar eventual irregularidade na disponibilização do serviço de iluminação pública na cidade.

Segundo o promotor de Justiça Etéocles Brito Mendonça Dias Júnior, estudos produzidos por órgãos de segurança pública apontaram os bairros onde a precariedade na iluminação impacta diretamente na vida da população.

“Informações à Promotoria revelam que a prefeitura não estaria fornecendo a manutenção da iluminação pública em determinados bairros, contendo postes com apenas uma lâmpada funcionando e as outras nove queimadas há 10 meses”, afirmou o promotor.

Segundo o Ministério Público, boletins de atendimento encaminhados pela Guarda Municipal revelam vários locais que se tornaram vulneráveis à criminalidade por falta de manutenção da iluminação pública. O problema também foi apontado pelo 3° Batalhão de da PM.

Para o promotor, é evidente que a falta ou deficiência do serviço de iluminação pública contribui para o aumento da criminalidade, principalmente contra a pessoa e contra o patrimônio. A prefeitura ainda não se manifestou sobre o caso.

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