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Campo Grande, Sábado, 20 de Outubro de 2018

12/10/2018 15:06

Vigilante é alvo de racismo no Facebook e denuncia para a polícia

Mulher de 37 anos foi ofendida em grupo de comércio da rede social após comentário sobre política

Izabela Sanchez
Comentário racista ocorreu em um grupo de Facebook (Foto: Reprodução)Comentário racista ocorreu em um grupo de Facebook (Foto: Reprodução)

A vigilante Joselina Nuves, 37, procurou a Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) da Vila Piratininga e registrou boletim de ocorrência após ser alvo de comentário racista no Facebook. Conforme explicou Joselina, o comentário foi feito em um grupo de classificados da rede social, na quarta-feira (7).

A vigilante afirma ter comentado sobre o candidato a presidência Fernando Haddad (PT) em uma postagem sobre presidenciável Jair Bolsonaro (PSL). Foi então que Antonia Mendes Caceres, 52, comentou “você é preta suja” e Joselina respondeu que iria procurar a polícia.

“Uma moça tinha postado uma mensagem do Bolsonaro, aí eu peguei e postei uma foto do Haddad, aí ela disse que eu sou preta suja. Falaram que era pra eu denunciar, aí eu registrei esse boletim”, comentou.

O caso já começa a circular nas redes sociais e Joselina recebeu apoio de outras participantes do grupo. A vigilante contou que o caso fez com que “ficasse de cama”. “Eu até estou de cama, eu estou me sentindo envergonhada, porque eu nunca pensei que eu ia passar por essa situação”, explicou.

Crime - O crime foi registrado na Delegacia como injúria racial. Previsto no artigo 140, parágrafo 3º, do Código Penal, a injúria racial ocorre quando há ofensa à honra de alguém utilizando elementos referentes à raça, cor, etnia, religião ou origem. A legislação estabelece a pena de reclusão de um a três anos e multa, além da pena correspondente à violência, para quem cometê-la. 

A injúria é diferente do crime de racismo, quando atinge determinado grupo ou coletividade. O crime de racismo é inafiançável e imprescritível.

A reportagem tentou ligar para Antonia pelo telefone disponibilizado no boletim de ocorrência, mas mensagem da operadora de telefonia diz que o número não existe. A reportagem também não conseguiu encontrar contato da mesma pela lista telefônica e nem localiza-la no Facebook.

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*matéria alterada às 16h55 para acréscimo de informações.



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