Argos e o amor incondicional dos cães: as descobertas recentes
Qualquer pessoa que tenha lido ou assistido a “Odisseia” sabe que há um momento que parte o coração. Quando Odisseu volta para casa depois de vinte anos de aventuras, irreconhecível até para sua devota esposa, há alguém que o reconhece: seu fiel cão Argos. Muito velho, doente e abandonado, Argos reconhece imediatamente Odisseu, abaixa as orelhas, balança o rabo feliz e depois morre. Há 2.500 anos, Homero escrevia sobre o amor incondicional de um cão por seu amigo humano.
O cão egípcio e o casal.
Mas a ciência sabe que essa história de amor entre cães e humanos é muito mais antiga. Há poucos dias, descobriram em Luxor, no Egito, um cão mumificado cuidadosamente enterrado com as múmias de um casal. Indica que o cão desempenhava um papel importante na vida desse casal pois a mumificação era muito cara e realizada somente para quem tinha importância.
O cão turco.
Há poucos meses, descobriram na Turquia aquele que estão dizendo que foi o primeiro cão criado junto com os humanos. A ossada desse cão tem nada menos de 16.000 anos. Vivia com humanos, comia os mesmos alimentos, foi enterrado no mesmo lugar e com as mesmas práticas funerárias. Para qualquer mente humana, no passado remoto e agora, enterrar um cão com seus amigos humanos é um sinal de respeito e de amor mútuo.
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