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Direto das Ruas

Paciente denuncia truculência de guardas ao procurar atendimento em UPA

Jovem afirma que deixou unidade sem ser assistido e acusa agentes de agredirem seu irmão e sua mãe

Por Gabriel Neris e Geniffer Valeriano | 14/10/2026 15:57


RESUMO

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Um autônomo de 29 anos denunciou à Corregedoria da Guarda Civil Metropolitana de Campo Grande uma suposta abordagem violenta de guardas na UPA do Bairro Coronel Antonino. Ele diz que foi buscar atendimento para um ferimento no braço, mas deixou a unidade sem ser atendido, e acusa os agentes de agredirem seu irmão e sua mãe. A Sesdes nega disparos de munição de borracha e afirma que o guarda foi desacatado e agredido. A Corregedoria acompanha o caso e investigará eventuais excessos.

Autônomo de 29 anos procurou a Corregedoria da GCM (Guarda Civil Metropolitana) para denunciar suposta abordagem violenta de agentes de segurança na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Bairro Coronel Antonino, em Campo Grande. Segundo ele, a confusão começou depois que procurou atendimento médico por causa de ferimento no braço, mas acabou deixando a unidade sem receber assistência. O rapaz acusa os guardas de agredirem seu irmão e sua mãe. A prefeitura apresenta uma versão diferente e afirma que os agentes foram agredidos.

Morador do Coronel Antonino, o jovem, que tem medo de se identificar, conta que chegou à unidade de saúde por volta de 0h10. Segundo seu relato, o local estava praticamente vazio e ele era o único paciente na recepção naquele momento.

Ele afirma que um guarda municipal estava discutindo com alguém pelo telefone e teria interpretado equivocadamente a situação, acreditando que o paciente estava brigando com funcionários da recepção. Conforme a denúncia, o agente iniciou a abordagem sem antes perguntar o que estava acontecendo.

O autônomo sustenta que não conseguiu receber atendimento médico e acabou deixando a unidade correndo, ainda com o braço machucado. Durante a confusão, segundo ele, os guardas abordaram seu irmão, que teria sido derrubado no chão.

O rapaz registrou parte da ocorrência em vídeos. Nas imagens, ele relata que os agentes estariam utilizando força contra seus familiares e menciona até disparos de munição de borracha. "Eu vim no posto para ser atendido e eles estão dando um tiro de borracha e estão batendo no meu irmão", afirma durante uma das gravações.

Em outro momento, o jovem reclama de ter precisado sair da unidade sem atendimento. "Eu tenho que ir embora com o braço machucado do posto de saúde", diz.

A gravação também registra o momento em que ele acusa os agentes de agredirem sua mãe. "Olha, estão agredindo até a minha mãe", repete. Em seguida, afirma que seu irmão não tinha envolvimento com a confusão.

O autônomo diz ter procurado a Corregedoria da Guarda Municipal para denunciar a conduta dos servidores. Ele pediu para não ser identificado por medo de possíveis represálias.

Outra versão - Procurada pela reportagem, a Sesdes (Secretaria Especial de Segurança e Defesa Social) apresentou uma versão diferente da relatada pelo paciente. Segundo a pasta, a ocorrência começou depois que um homem desacatou e agrediu o guarda municipal responsável pela segurança da UPA. Diante da situação, o servidor solicitou apoio de uma viatura.

A secretaria afirma que, durante a abordagem para encaminhar o envolvido à delegacia, o irmão dele também tentou avançar contra os agentes, sendo necessária sua contenção. A Sesdes também nega que tenham ocorrido disparos de munição de borracha, como afirma o denunciante. "A Sesdes esclarece que a guarnição realizou apenas a contenção do homem, sem qualquer disparo", informou a prefeitura.

Sobre a denúncia de violência, a secretaria destacou que todas as abordagens realizadas pela Guarda Municipal estão sujeitas à apuração. A Corregedoria da instituição já acompanha o caso e, segundo a prefeitura, eventuais excessos serão investigados. Caso sejam constatadas irregularidades, a administração municipal afirma que adotará as medidas cabíveis.

A secretaria também informou que sua Ouvidoria permanece disponível para receber relatos e reclamações sobre a atuação dos agentes.

Esse caso foi sugerido por leitor que enviou mensagem pelo canal Direto das Ruas.