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Direto das Ruas

Pacientes enfrentam longa fila de madrugada para marcar exames no HU

Professor relata espera desde as primeiras horas do dia e diz que idoso desmaiou enquanto aguardava

Por Viviane Oliveira | 13/01/2026 08:52
Pacientes enfrentam longa fila de madrugada para marcar exames no HU
Pacientes enfrentam fila na manhã desta terça-feira no Hospital Universitário para agendamento de exames de imagem (Foto: Direto das Ruas)

O professor Pedro Henrique Gomes de Mattos, de 26 anos, se assustou com o tamanho da fila formada na madrugada desta terça-feira (13) no HUmap (Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian), em Campo Grande, para o agendamento de exames de imagem. Ele acompanhava a mãe, de 45 anos, paciente cardíaca que possui uma má formação grave na válvula aórtica. Esse caso foi sugerido por leitor que enviou mensagem pelo canal Direto das Ruas.

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Pacientes enfrentam longas filas no Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian (HUmap), em Campo Grande, para agendamento de exames de imagem. Na madrugada desta terça-feira (13), cerca de 200 pessoas, majoritariamente idosos e pacientes com comorbidades, aguardavam atendimento desde as 2h da manhã. O hospital tem realizado agendamentos apenas uma vez por mês, gerando demanda represada. Os pacientes enfrentam não só a dificuldade para marcar os exames, como também longos prazos para realização dos procedimentos, que podem chegar a 40 dias de espera.

Segundo Henrique, por volta das 6h da manhã, a fila já era extensa. Os primeiros pacientes teriam chegado ao local por volta das 2h, e quando ele e a mãe chegaram, às 5h, já havia 31 pessoas aguardando atendimento. “Sem exagero, chegaram cerca de 200 pessoas no total, a maioria idosos e pacientes com comorbidades graves, tudo isso antes das 6h. Um senhor acabou desmaiando na fila”, relatou.

Ainda conforme o professor, a mãe já havia tentado realizar o agendamento no dia 4 de dezembro, por volta das 9h, mas não conseguiu vaga. Na ocasião, recebeu a orientação de retornar mais cedo em uma nova tentativa. Mesmo assim, Henrique afirma que nunca havia enfrentado esse tipo de situação. “Já acompanhei minha mãe outras vezes e nunca houve essa dificuldade para agendar, nem filas desse tamanho”, disse.

De acordo com as informações repassadas à família, o hospital está abrindo o agendamento apenas uma vez por mês, o que tem gerado demanda represada. Além disso, mesmo após conseguir marcar o exame, o prazo para realização segue elevado. O procedimento da mãe de Henrique, por exemplo, foi agendado apenas para o dia 23 de fevereiro, cerca de 40 dias após o pedido.

Moradores de Campo Grande, mãe e filho destacam a preocupação com a situação, especialmente diante do estado de saúde da paciente. A reportagem procurou o Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian, que ficou de verificar a situação e retornar.

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