Vídeo mostra propriedade isolada pela água no Pantanal do Nabileque
Morador relata isolamento, mas fazendeiro diz que estradas principais da região continuam acessíveis
Logo na primeira semana de outubro, após a seca, um vídeo atribuído ao Pantanal do Nabileque mostra uma propriedade rural tomada pela água. Na gravação, o morador relata que a água passou sobre o aterro e impediu a entrada e a saída do local. Os perfis de cultura pantaneira que compartilham as imagens não identificam a fazenda.
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Um vídeo atribuído ao Pantanal do Nabileque, em Mato Grosso do Sul, mostra uma propriedade rural alagada na primeira semana de outubro, após a seca. O morador relata que a água passou sobre o aterro e impediu o acesso. O fazendeiro Valdir Couto afirmou que as estradas principais seguem transitáveis. As chuvas elevaram rios como o Apa e o Taquari, que entrou em alerta em Coxim. A previsão indica chuva acima da média no centro e sul do Estado até dezembro.
“Pantanal, se não tiver água, não é Pantanal! Olha como que tá tudo aqui! Não sai ninguém e não entra ninguém. A água passando tudo por cima do aterro”, afirma o morador, enquanto mostra o alagamento.
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Esse registro circula em meio à elevação de rios de Mato Grosso do Sul após as chuvas dos últimos dias. A presença de tanta água no começo de outubro chama atenção diante da seca anterior, mas as informações disponíveis não permitem afirmar que o alagamento seja fora do padrão para o período ou represente uma cheia antecipada do Pantanal.
O Campo Grande News conversou com o fazendeiro Valdir Couto, que tem uma propriedade às margens da MS-243 e conhece a região. Na manhã desta terça-feira (6), ele percorreu os acessos para levar um funcionário e encontrou o caminho molhado, mas transitável.
“Provavelmente é uma região mais isolada, atrás da área da reserva indígena, onde a água da chuva desce na Serra da Bodoquena. Mas as estradas principais aqui do Nabileque estão acessíveis de carro. Pantanal é assim, se tiver seco, não tem vida”, afirmou.
O Instituto Homem Pantaneiro também registrou chuvas e aumento do nível do Rio Paraguai mais ao norte, na Serra do Amolar.
Rios sobem após chuva - As chuvas registradas durante dois dias elevaram o nível de rios do Estado. No Rio Apa, em Bela Vista, a régua de monitoramento da Marinha marcou 3,53 metros na segunda-feira (5). Vídeos publicados nas redes sociais também mostraram aumento do volume de água no Rio Miranda.
Segundo dados repassados pelo meteorologista Natálio Abraão, somente no domingo (4), Bonito registrou 81,6 milímetros de chuva; Bela Vista, 71,1 mm; Ponta Porã, 65,6 mm; e Corumbá, 17,1 mm.
Em Coxim, o Rio Taquari atingiu 4,04 metros e entrou em estado de alerta. O nível aumentou 18 centímetros em 24 horas, período em que o município acumulou 128,4 milímetros de chuva.
Previsão aponta mais água - A quarta edição do Painel El Niño 2026-2027, divulgada em 30 de setembro, indica tendência de chuva acima da média no centro e sul de Mato Grosso do Sul entre outubro e dezembro. Nas demais áreas do Pantanal, a previsão é de precipitação próxima da média.
Para o Alto Rio Paraguai, o documento aponta vazões acima da média e maior risco de cheias, sinal que tende a diminuir até dezembro. O painel não estima a magnitude de uma eventual cheia e recomenda monitoramento contínuo dos rios.
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