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Campo Grande, Quarta-feira, 23 de Maio de 2018

28/03/2018 08:25

Após alta absurda, preço estabiliza e castanha volta à mesa do consumidor

Escassez do produto no final do ano passado, elevou de R$ 59 o quilo, em média, para R$ 115. Clientela estranhou, mas aos poucos está voltando a comprar.

Anahi Gurgel
Castanha-do-pará está com preço normal, média de R$ 59 o quilo, na região central de Campo Grande. (Foto: Anahi Gurgel)Castanha-do-pará está com preço "normal", média de R$ 59 o quilo, na região central de Campo Grande. (Foto: Anahi Gurgel)

Foi efeito bola de neve, registrado no último trimestre de 2017: intempéries climáticas provocaram a escassez do produto, os fornecedores inflacionaram o preço e o campograndense levou o maior susto quando a castanha-do-pará ficou mais cara que as “elitizadas” nozes e amêndoas. Neste ano, com a situação já estabilizada, a queridinha das receitas voltou para a mesa do consumidor.

Depois de amargar queda de mais de 40% nas vendas de castanha-do-pará, os comerciantes comemoram o retorno do consumidor aos empórios localizados no centro da Capital, especialmente no início da Rua 7 de Setembro e na Travessa José Bacha, próximo ao Mercadão Municipal.

Empresário Ammar registrou queda de 40% nas vendas de castanhas-do-pará. (Foto: Anahi Gurgel)Empresário Ammar registrou queda de 40% nas vendas de castanhas-do-pará. (Foto: Anahi Gurgel)

Em um comércio sírio, a partir de outubro do ano passado, o quilo da castanha extra grande saltou de R$ 59 para R$ 115. Para se ter uma base, no local, o quilo da castanha de caju sai a R$ 75 e o das importadas nozes chilenas, R$ 98.

“Com aumento do preço, os clientes levavam castanha de cajú, nozes, amêndoas cruas, mas em menores quantidades. Os mais fiéis à castanha do Brasil iam embora sem comprar nada”, conta o empresário AmmarMnayardji, 41. 

Ele diz que seus fornecedores de São Paulo justificaram a alta do preço devido à quebra da safra das castanheiras no Norte do País. “O produto teve a qualidade comprometida e os catadores não enchiam nem metade dos baldes de castanha”, explica.

Casal faz pesquisa do preço da castanha in natura, no Mercadão Municipal. (Foto: Anahi Gurgel)Casal faz pesquisa do preço da castanha in natura, no Mercadão Municipal. (Foto: Anahi Gurgel)

Desde o início deste ano, o preço do item vem se estabilizando aos poucos, descendo para R$ 80 em janeiro, R$ 70 em fevereiro, e média de R$ 60 em março.

Um bate-papo com os vendedores do Mercadão Municipal também reforça a volta desse ânimo entre eles. No final de 2017, o quilo da castanha por ali chegou a R$130.

“Apenas 1 fornecedor ainda entregava o produto e não era de boa qualidade. Agora, pelo que percebemos, a safra está excelente. Cliente está ganhando confiança de novo”, avalia Flávio Roberto da Silva Rocha, 32, proprietário de dois boxes que comercializam castanhas, frutas secas, amendoins e doces.

Vendedora de um box do Mercadão seleciona castanhas, para atender clientela. (Foto: Anahi Gurgel)Vendedora de um box do Mercadão seleciona castanhas, para atender clientela. (Foto: Anahi Gurgel)

Em outro ponto do centro comercial, o vendedor Pedro Ferreira da Silva, 39, conta que muitos clientes ficaram “indignados” com a alta.

“Eu tentava explicar, mas eles achavam que era exploração por causa do período de Natal”, lembra. A queda na venda da oleaginosa chegou a 50%.

Depois do susto, compradores de carteirinha, como a dona de casa Marieta Ayala, 52, e o marido, o motorista marido Mário Cézar Rodrigues, 46, estão levando o produto in natura mesmo, como também é vendido na barraca do Pedro.

“Tudo bem que o preço diminuiu, mas se dá para economizar, por que não?”, pergunta, ao escolher as castanhas com casca: saem a R$ 20 reais o quilo.

Pedro também vende castanha do Brasil in natura, ainda com casca. Ainda mais barata. (Foto: Anahi Gurgel)Pedro também vende castanha do Brasil in natura, ainda com casca. "Ainda mais barata". (Foto: Anahi Gurgel)


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