Dólar fecha abaixo de R$ 5 e acumula recuo de 23 centavos em uma semana
Moeda passou de R$ 5,21 para R$ 4,98 em meio à reação do mercado financeiro às perspectivas para a eleição
O dólar encerrou esta sexta-feira (9) cotado a R$ 4,98, abaixo da marca de R$ 5, após uma semana de valorização do real diante da moeda norte-americana. Na sexta-feira anterior, a cotação estava em R$ 5,21. A diferença representa uma queda de R$ 0,23, equivalente a aproximadamente 4,4% no período.
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O movimento ocorreu em meio à redução do prêmio de risco exigido por investidores para aplicar recursos em ativos brasileiros. Entre os fatores apontados para a reação do mercado está a possibilidade de vitória do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na disputa pela Presidência da República.
O prêmio de risco representa a compensação exigida pelos investidores para aplicar dinheiro em determinado país, considerando fatores como estabilidade econômica, contas públicas e cenário político. Quando essa percepção de risco diminui, os ativos brasileiros podem se tornar mais atraentes, favorecendo a entrada de recursos estrangeiros e a valorização do real.
A reação do mercado também mostra como as expectativas eleitorais podem influenciar o câmbio antes mesmo da definição do resultado nas urnas. Investidores procuram antecipar possíveis mudanças na condução da política econômica, especialmente em relação aos gastos públicos, à dívida federal e às medidas para controlar o déficit nas contas do governo.
A queda do dólar, no entanto, não significa que o resultado da eleição esteja definido. O comportamento da moeda reflete expectativas dos participantes do mercado financeiro, que podem mudar conforme o cenário político e econômico.
Para consumidores e empresas, a desvalorização da moeda norte-americana pode reduzir custos de importação, especialmente de produtos e insumos negociados em dólar. O efeito sobre os preços finais, porém, depende de fatores como estoques, contratos, impostos e tempo de repasse das variações cambiais.
Por outro lado, um dólar mais baixo pode diminuir a receita em reais de exportadores que recebem em moeda estrangeira, incluindo setores ligados ao agronegócio, com forte presença na economia de Mato Grosso do Sul.


