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Economia

Dólar volta a superar R$ 5 e fecha em alta de 0,71%

Moeda termina a R$ 5,0198 enquanto Ibovespa recua 1,04% no retorno do feriado

Por Gustavo Bonotto | 13/10/2026 19:30
Dólar volta a superar R$ 5 e fecha em alta de 0,71%
Cédulas do dólar, moeda estrangeira utilizada para transações comerciais no mercado financeiro. (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

O dólar comercial subiu 0,71% nesta terça-feira (13) e fechou cotado a R$ 5,0198, no primeiro pregão depois do feriado prolongado de Nossa Senhora Aparecida. Os investidores acompanharam as oscilações do petróleo, novas pesquisas sobre o segundo turno das eleições presidenciais e indicadores econômicos previstos para esta semana.

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O dólar comercial subiu 0,71% nesta terça-feira (13) e fechou a R$ 5,0198, no primeiro pregão após o feriado prolongado. O dólar turismo terminou a R$ 5,216. A moeda ainda acumula queda de 2,99% em outubro e de 8,54% no ano. O Ibovespa recuou 1,04%, aos 206.888 pontos, mas soma alta de 28,39% em 2025. O mercado acompanhou o cenário eleitoral, a revisão para baixo da projeção de crescimento do Brasil pelo FMI e o petróleo: o Brent caiu 0,69%, a US$ 105,91, e o WTI subiu 0,67%, a US$ 94,37.

Para quem compra a moeda para viagens, o dólar turismo terminou o dia a R$ 5,216, com alta de 0,77%. A divisa norte-americana acumula valorização de 0,71% na semana, mas ainda registra queda de 2,99% em outubro e de 8,54% desde o início do ano.

O Ibovespa, principal índice da B3, recuou 1,04% e encerrou o pregão aos 206.888 pontos. A queda ocorreu depois de o indicador renovar o recorde de fechamento na sexta-feira (9), quando chegou aos 209.067 pontos. Mesmo com a baixa desta terça, a Bolsa acumula avanço de 11,07% no mês e de 28,39% no ano.

No Brasil, o cenário eleitoral permaneceu entre os fatores acompanhados pelo mercado. A agenda econômica influenciou os negócios: o FMI (Fundo Monetário Internacional) reduziu a projeção para o crescimento da economia brasileira neste ano e manteve a expectativa de desaceleração em 2027. A instituição relacionou o cenário aos juros elevados, à redução dos estímulos fiscais e às incertezas na economia mundial.

No exterior, investidores também acompanham dados de inflação e atividade dos Estados Unidos e da China, além do início da divulgação de balanços de grandes empresas. As informações podem alterar as expectativas sobre o ritmo da economia mundial e as próximas decisões de juros, fatores que influenciam o fluxo de recursos para países emergentes e, consequentemente, o câmbio.

O petróleo teve comportamento diferente entre as principais referências internacionais. O Brent caiu 0,69% e terminou cotado a US$ 105,91 por barril, em meio à redução de parte das preocupações com a oferta depois de Donald Trump (Republicano) descartar novos ataques ao Irã e da suspensão temporária dos ataques ucranianos contra refinarias e instalações de energia da Rússia.

Já o WTI (West Texas Intermediate), referência nos Estados Unidos, avançou 0,67% e fechou a US$ 94,37 por barril.