Inflação na Capital acumula alta de 4,78% impulsionada pela energia elétrica
Dos 9 grupos de produtos e serviços pesquisados, 6 registraram elevação em setembro
O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) de Campo Grande registrou alta em setembro, com variação de 0,64%, contra 0,55% do mesmo período do ano passado. No acumulado do ano, o índice apresenta alta de 4,45%, e nos últimos 12 meses, a inflação acumula 4,78%.
RESUMO
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O IPCA de Campo Grande subiu 0,64% em setembro, acima dos 0,55% registrados no mesmo mês do ano passado, segundo o IBGE. O índice acumula alta de 4,45% no ano e de 4,78% em 12 meses. Dos nove grupos pesquisados, seis tiveram aumento. Habitação liderou, com 2,38%, impulsionada pela energia elétrica residencial (6,56%). Artigos de residência subiram 1,05% e alimentação, 0,88%, com alta do tomate (38,89%). O INPC em 12 meses chegou a 4,87%, quarto maior entre as capitais, acima da média nacional de 4,29%.
A pesquisa foi divulgada nesta sexta-feira (9) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística)
Na Capital, dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, seis tiveram alta em setembro.
O grupo habitação apresentou a maior variação, com alta de 2,38%. A habitação acumulou a maior variação no ano, com 6,37%, e a maior alta no acumulado dos últimos 12 meses, com 6,40%.
Entre os subitens que mais contribuíram para o resultado, destaca-se a energia elétrica residencial, que registrou variação de 6,56%. A tinta teve alta de 1,78%, mudança (1,65%) e sabão em barra (0,84%).
Os subitens que registraram retração são: saco para lixo (-2,47%), detergente (-1,1%), sabão em pó (-0,64%) e o gás de botijão (-0,06%).
O segundo grupo com maior variação mensal é o de artigos de residência (1,05%). Destacam-se o televisor, com alta de 2,78%, móvel para quarto (2,73%), roupa de cama (2,66%) e conserto de aparelho celular (2,27%). Do lado das quedas estão: utensílios de vidro e louça (-2,71%), fogão (-2,38%), roupa de banho (-2,05%), móvel para copa e cozinha (-1,67%) e utensílios de metal (-1,24%).
O setor de alimentação teve variação de 0,88%. A alimentação no domicílio subiu 1,21% devido às altas do tomate (38,89%), da batata-inglesa (25,03%), da cebola (14,42%), do arroz (7,93%) e das carnes (0,84%).
Por outro lado, nas quedas estão o feijão-carioca (-5,94%), as frutas (-5,89%), as hortaliças e verduras (-4,84%) e o açúcar cristal (-2,00%).
A alimentação fora do domicílio caiu 0,10%, com a refeição saindo de 0,47% em agosto para 0,17% em setembro e o lanche saindo de 0,74% para -0,58%, no mesmo período.
O grupo de despesas pessoais teve alta de 0,41%; vestuário, 0,81%; comunicação, 0,63%. O grupo de transportes teve queda de 0,21%; saúde e cuidados pessoais, -0,15%; e educação, 0,06%.
INPC – Campo Grande registrou o 4° maior acumulado do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) em 12 meses entre as capitais brasileiras, com variação de 4,87%. O resultado ficou acima da média nacional, que alcançou 4,29% no mesmo período.
No ranking das capitais com os maiores acumulados, Goiânia aparece na primeira posição, com 5,95%, seguida por Fortaleza, com 5,22%, e Porto Alegre, com 4,93%. Campo Grande ocupa o quarto lugar, com 4,87%, praticamente empatada com Recife, que registrou 4,86%.
Além do resultado acumulado, Campo Grande apresentou variação de 0,69% em setembro. O percentual representa uma alta em relação a agosto, quando o índice registrou queda de 0,20%. No acumulado de janeiro a setembro, o INPC na Capital chegou a 4,73%.
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