Na ponta do lápis, assinaturas de serviços "escondem" alto custo no fim do mês
Consumidores acumulam streaming que nem sempre usam, mas continuam pagando pelos serviços
Uma assinatura de streaming aqui, um plano de celular ali, uma mensalidade de academia e mais um serviço contratado para aproveitar uma promoção. Individualmente, os valores podem parecer pequenos e caber no orçamento. Mas, quando somados, esses gastos recorrentes podem representar uma despesa significativa no fim do mês e, principalmente, ao longo do ano.
RESUMO
Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!
Assinaturas de streaming, telefonia e academia, somadas, podem pesar no orçamento. O gerente Felipe Lima, de 29 anos, gasta entre R$ 200 e R$ 300 por mês, o que pode chegar a R$ 3,6 mil ao ano. O vendedor Bruno Guilherme, de 27, ultrapassa R$ 250 mensais. O Procon de Mato Grosso do Sul orienta que o consumidor tem direito a informações claras, a fatura detalhada, à contratação individual de serviços e a cancelamento simples, além de aviso prévio sobre renovações automáticas.
O streaming é uma tecnologia que permite assistir a vídeos, filmes e séries ou ouvir músicas pela internet, sem precisar baixar os arquivos para o dispositivo. Para utilizá-la é necessário pagar um valor por mês.
Com a popularização dos serviços por assinatura, muitos consumidores acumulam contratos que nem sempre utilizam com frequência. O resultado é uma conta que passa despercebida no dia a dia.
O gerente de loja Felipe Lima, de 29 anos, mudou-se de Manaus para Campo Grande há 3 meses, após receber uma proposta de emprego da mesma empresa em que já trabalhava.
Mesmo com a nova rotina, ele mantém diferentes serviços de entretenimento, entre plataformas de streaming e televisão por assinatura. Embora reconheça que não utiliza todas as opções com frequência, continua pagando pelas mensalidades.
Ao detalhar os serviços contratados, Felipe percebeu que a soma dos valores representa uma despesa considerável, mesmo com parte do consumo concentrada nos fins de semana e feriados.
“Netflix pago essa promoção de 20 reais. Tenho Disney Plus, Prime também, o HBO, Sky que pedi por causa que tinha alguns canais. Não assisto tudo, é mais fim de semana e quando tem feriado prolongado, agora só no feriado dos Finados”, pontuou.
Considerando a faixa de gastos informada por ele, o desembolso pode chegar a R$ 3,6 mil em um ano.
“Eu gasto entorno de 200 a 300 reais com todas as assinaturas. Agora que estou parando para pensar sobre todos os meus gastos”, disse preocupado.
O vendedor Bruno Guilherme, de 27 anos, também reconhece que despesas recorrentes podem passar despercebidas quando avaliadas individualmente. Entre os gastos estão uma assinatura de streaming, um plano de telefonia e a mensalidade da academia, contratada em um plano anual.
Ao falar sobre o orçamento, Bruno chama a atenção para a diferença entre as despesas essenciais e os serviços adicionais que cada consumidor escolhe manter.
“Netflix eu acho que pago entorno de 50 reais no máximo. Eu pago da vivo 34 por aí, posso fazer ligação a vontade, entrar no WhatsApp. Querendo ou não, de picadinho em picadinho gasta, porque essas contas que faz a gente se endividar, conta de aluguel, água e luz são normais que todo brasileiro tem que pagar, essas outras coisas a gente faz por vontade própria”, destacou.
Além dos serviços citados, Bruno paga R$ 170 pela academia, em um plano anual. Se esse valor corresponder à mensalidade, o gasto equivale a R$ 2.040 em 12 meses.
Somado aos valores mencionados para streaming e telefonia, o orçamento destinado a esses serviços pode ultrapassar R$ 250 por mês, sem considerar eventuais reajustes ou outras despesas recorrentes.
Orientações - O Procon de Mato Grosso do Sul, instituição vinculada à Sead (Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos) orienta que os consumidores têm direito a informações adequadas e claras sobre os produtos e serviços contratados.
No momento da contratação, devem ser apresentados os detalhes da oferta, os valores cobrados e os prazos de vigência do contrato. Também deve ser fornecido um extrato com a discriminação dos itens contratados.
“Os consumidores não são obrigados a contratar combos de telefonia, internet e TV caso desejem apenas um serviço específico, como somente telefone ou internet. Contudo, ao optar por um conjunto de serviços, os valores devem ser informados individualmente na fatura. A empresa também deve ofertar opções de contratação individual com condições e preços claros”, orientou.
Caso opte por um combo, os valores individuais devem estar discriminados na fatura. As empresas também devem oferecer alternativas de contratação separada, com condições e preços claros.
Outro ponto de atenção são as renovações automáticas. Segundo as orientações do órgão, o fornecedor deve informar, com antecedência razoável, quando houver renovação e quais serão as condições da nova contratação. A falta dessas informações pode caracterizar prática abusiva, sujeita às sanções cabíveis.
O cancelamento deve ser igualmente simples e acessível. “Assim, quando se deparar com alguma dificuldade, o consumidor pode reclamar, sendo fundamental relacionar números de protocolo, áudio das ligações e registro do tempo até o efetivo atendimento”, finalizou.
Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais.




