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Campo Grande, Terça-feira, 23 de Maio de 2017

09/05/2017 14:25

Queda do consumo derruba inflação da Capital ao menor patamar desde 2013

Índice de abril foi de 0,31%; no ano, acumulado é de 1,34%

Osvaldo Junior
Tomate está entre os poucos produtos que encareceram (Foto: Marina Pacheco)Tomate está entre os poucos produtos que encareceram (Foto: Marina Pacheco)

A retração do consumo derrubou a inflação de abril para o menor patamar desde 2013. O IPC/CG (Índice de Preços ao Consumidor de Campo Grande), calculado pelo Nepes (Núcleo de Estudos e Pesquisas Econômicas e Sociais) da Uniderp, fechou o mês passado em 0,31%. Em todos os meses de 2017, os valores ficaram abaixo das médias de iguais períodos dos anos anteriores.

Na avaliação do coordenador do Nepes, Celso Correia de Souza, o comportamento dos preços é reflexo da queda do consumo em cenário de esfriamento da economia. “O consumidor está comprando menos e isso impacta nos preços”, afirma.

A inflação de abril seguiu a tendência dos demais meses de 2017, com resultados baixos no comparativo com iguais períodos dos anos anteriores. A variação média dos preços no mês passado só supera a de abril de 2013 (0,30%).

Entre os grupos considerados na pesquisa – habitação, alimentação, transportes, educação, despesas pessoais, saúde e vestuário –, o primeiro foi o que apresentou o recuo de preços mais acentuado, com variação de -0,59% em abril.

“Com a crise e o desemprego em alta, as pessoas estão comprando menos produtos caros, como eletrodomésticos, por exemplo”, explicou o pesquisador.

No grupo habitação, diversos eletrodomésticos e eletrônicos ficaram mais baratos, em decorrência da procura modesta. As quedas mais expressivas foram da máquina de lavar (-7,17%), do freezer (-6,52%) e do computador (-5,89%).

Por outro lado, vesutário (1,38%) e alimentação (1,12%) apresentaram os maiores avanços inflacionários. Impulsionaram os preços das roupas, principalmente, calças (6%), camiseta masculina (5,02%) e blusa (4,32%).

Já o grupo alimentação, de acordo com o relatório da pesquisa, “sofre muita influência de fatores climáticos e da sazonalidade de alguns de seus produtos, principalmente, verduras, frutas e legumes”. As maiores altas foram verificadas nos preços do tomate (41,79%), laranja pera (36,72%), batata (25,29%).

Os demais grupos registraram os seguintes índices: transportes (0,39%), educação (-0,06%), despesas pessoais (0,02%) e saúde (0,09%).

Acumulada – Neste ano, a inflação em Campo Grande acumula alta de 1,34%, índice muito baixo quando comparado aos mesmos períodos de anos anteriores. Caso esse comportamento dos preços continue, a inflação da Capital pode encerrar 2017 abaixo do centro da meta do Conselho Monetário Nacional (CMN), de 6,5%.

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