Receita começa a enviar cartas aos contribuintes que caíram na malha fina do IR
Quase 500 mil pessoas receberão cartas até 20 de outubro e podem corrigir erros antes de eventual intimação
Contribuintes que tiveram a DIRPF (Declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física) 2026 retida na malha fina começaram a receber avisos da Receita Federal. As correspondências estão sendo encaminhadas em lotes semanais e o envio continuará até 20 de outubro.
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Ao todo, 498.487 contribuintes devem receber as cartas. A iniciativa busca estimular a correção voluntária de inconsistências encontradas nas declarações antes da abertura de um procedimento formal, como uma intimação ou notificação do Fisco.
O recebimento da carta, porém, não significa que o contribuinte precise procurar uma unidade da Receita Federal. A situação pode ser consultada pela internet no serviço Meu Imposto de Renda, disponível no site e no aplicativo da Receita. Para acessar as informações, é necessária uma conta Gov.br de nível prata ou ouro.
Quando a declaração está retida na malha fina, o sistema apresenta o status “Com Pendência”. Ao entrar nos detalhes, o contribuinte consegue verificar o motivo da retenção e as orientações para resolver o problema.
Se houver erro ou informação omitida, a correção pode ser feita com o envio de uma declaração retificadora pelos canais digitais. A Receita recomenda que isso seja feito antes de eventual intimação ou notificação, já que a regularização espontânea pode evitar multas e reduzir o risco de atraso na liberação da restituição.
Antes de alterar a declaração, entretanto, é importante conferir os dados. Caso as informações estejam corretas e existam documentos que as comprovem, a orientação é não apresentar uma retificadora apenas por ter caído na malha. Nesse caso, o contribuinte deve guardar os comprovantes e aguardar eventual solicitação do Fisco.
Entre os problemas que mais levam contribuintes à malha fina estão a omissão de rendimentos recebidos durante o ano, inclusive de dependentes, e a falta de declaração de todos os valores de aposentadoria quando existem diferentes fontes pagadoras.
Despesas médicas também estão entre as fontes de inconsistências. Entram nessa lista informar a despesa no ano errado, declarar valor diferente daquele efetivamente pago ou incluir gastos que não podem ser deduzidos do Imposto de Renda.
Outro erro destacado pela Receita é declarar VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre) como despesa dedutível. Esse tipo de plano não permite dedução das contribuições da base de cálculo do Imposto de Renda.
Mesmo quem receber a correspondência deve confirmar a situação diretamente no Meu Imposto de Renda. O sistema oficial permite verificar se realmente existe alguma pendência, qual informação provocou a retenção e se há necessidade de corrigir a declaração.


