Desempenho escolar dos filhos melhorou após proibição de celular, dizem 74%
No 1º ano de aparelhos proibidos, o Estado teve queda recorde em reprovações em quase 20 anos na rede estadual
Menos celular, mais foco e atenção nas aulas. A enquete de ontem (12), o Campo Grande News questionou se as notas dos seus filhos melhoraram após o primeiro ano de proibição escolar. A maioria votou que o desempenho escolar dos filhos realmente aumentou após a proibição do uso do celular nas escolas: votaram 74% dos leitores. Contrários, apenas 26% discordaram e selecionaram "Não"
RESUMO
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A proibição do uso de celulares nas escolas de Mato Grosso do Sul mostrou resultados positivos após um ano de implementação. Segundo enquete realizada pelo Campo Grande News, 74% dos pais relataram melhora no desempenho escolar dos filhos, enquanto 26% não perceberam mudanças significativas. A Secretaria Estadual de Educação registrou a menor taxa de reprovação em quase duas décadas, além de avanços na proficiência em Português e Matemática. O secretário Hélio Daher destacou que a medida contribuiu para maior concentração e participação dos alunos nas aulas, além de melhorar a interação entre eles.
Após um ano de instauração da lei que proíbe o uso de celular nas escolas, a educação sul-mato-grossense passou por uma transição satisfatória, com menor taxa de reprovação em quase duas décadas, de acordo com a Secretaria Estadual de Educação. Além disso, a proficiência nas disciplinas de Português e Matemática também nunca foi tão satisfatória.
Em entrevista anterior ao Campo Grande News, o secretário estadual da Educação, Hélio Daher (partido), explicou que a restrição do uso de celulares contribuiu, sim, para o foco dos alunos, pois diminuiu distrações. “A gente percebeu que os estudantes voltaram a prestar atenção nas aulas e a participar mais. Isso refletiu na aprendizagem. A interação entre os alunos também melhorou muito, e isso até ampliou a visão crítica sobre o mundo”, diz.
Por outro lado, Pedro Eduardo de 12 anos, só teve uma melhora significativa no desempenho escolar após o controle maior do celular em casa. "O desempenho dele só foi melhorar mesmo porque em casa eu seguro o celular. Durante a semana ele pode ficar a vontade, mas em semana de fora é diferente", conta Ana Paula Silva, mãe de 39 anos.
Parte dos 26% que achou que essa lei não fez tanta diferença assim, Ana Paula encontrou na restrição em casa uma forma de melhorar as notas de seu filho com o limite de tela.
Em semanas de prova, Pedro Eduardo pode ficar 1h30 apenas no celular, com jogos bloqueados e sem video game. Ela conta que começou a fazer isso a partir do segundo bimestre de 2025, depois de notar uma queda nas suas notas, principalmente em História.
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